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Megainvestimento de R$ 3,3 bilhões em obras de infraestrutura promete benefícios diretos à segurança e à mobilidade da Região Norte

Por Felipe Dantas
07/jan/2026
Em Geral
Megainvestimento de R$ 3,3 bilhões em obras de infraestrutura promete benefícios diretos à segurança e à mobilidade da Região Norte

Morador comemorando obras em rodovia brasileira

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Em 2025, a agenda de transportes no Norte do Brasil ganhou novo fôlego com a entrada de cerca de R$ 3,3 bilhões em obras de infraestrutura. O pacote de investimentos foi direcionado para rodovias federais e hidrovias que atendem Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, sob coordenação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com foco na combinação de recuperação de pavimentos, conservação, construção de pontes, dragagens em rios e implantação de pequenos portos para reduzir o isolamento e aumentar a previsibilidade dos deslocamentos.

Como o investimento de R$ 3,3 bilhões impactou a Região Norte?

A informação de que a Região Norte recebeu R$ 3,3 bilhões em obras de infraestrutura em 2025 resume um conjunto de intervenções distribuídas por milhares de quilômetros de rodovias e hidrovias. A malha rodoviária federal sob responsabilidade do DNIT na região passa de 13 mil quilômetros, enquanto o sistema aquaviário soma mais de 42 mil quilômetros de trechos navegáveis, ainda que parte menor seja usada de forma intensa no dia a dia.

Entre as realizações rodoviárias de maior impacto estão duas novas travessias que substituem, em grande medida, o uso exclusivo de balsas. Uma delas é a ponte sobre o Rio Araguaia, na BR-153, ligando Xambioá (TO) a São Geraldo do Araguaia (PA), e a outra cruza o Rio Tocantins entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), na BR-226, encurtando viagens e reduzindo filas, sobretudo para o transporte de cargas de longa distância.

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Ponte sobre o Rio Caetité no Acre – Foto: Governo Federal

Como os investimentos do Novo PAC impactam as rodovias do Norte?

Dentro desse conjunto de recursos, uma fatia relevante veio do Novo PAC, direcionada especificamente às rodovias federais. Aproximadamente R$ 2,6 bilhões foram aplicados em recapeamento, restauração de trechos desgastados, reparos estruturais e ações de conservação rotineira, com o efeito monitorado pelo Índice de Condição de Manutenção (ICM), que classifica as vias como boas, regulares ou ruins.

Os sete estados nortistas passaram a registrar, em conjunto, 82,8% das rodovias em condições adequadas de trafegabilidade, somando trechos avaliados como bons e regulares. As intervenções priorizaram corredores estratégicos para escoamento de grãos, minérios e produtos industriais, bem como ligações que sustentam serviços públicos e o abastecimento de cidades distantes.

Quais são os destaques por estado na malha rodoviária federal?

A distribuição dos investimentos considerou necessidades específicas de cada estado, como recuperação de pavimento em áreas de floresta, reforço de corredores de exportação e melhoria de acessos a municípios isolados. A seguir, alguns resultados práticos dessa estratégia na malha federal dos sete estados nortistas:

  • No Acre, pouco mais da metade da malha federal passou a ser considerada adequada, apoiada por ações de restauração do pavimento.
  • No Amapá, praticamente a totalidade das estradas federais foi classificada como boa ou regular, reflexo de manutenção e construção intensas.
  • No Amazonas, rodovias em áreas de floresta densa foram reforçadas para complementar o transporte fluvial.
  • No Pará, corredores que escoam grãos, minérios e produtos industriais concentraram boa parte dos recursos.
  • Em Rondônia, a maior parte das vias federais alcançou padrão satisfatório após obras de restauração.
  • Em Roraima, quase toda a malha federal foi enquadrada como adequada, com conservação e reforço do pavimento.
  • No Tocantins, os investimentos somaram-se às novas pontes, fortalecendo ligações interestaduais e o fluxo de longa distância.

Por que as hidrovias são fundamentais?

Mesmo com o avanço da malha rodoviária, a infraestrutura aquaviária segue central na logística nortista, pois em dezenas de cidades o barco é o principal meio de transporte diário. Em 2025, cerca de R$ 308,3 milhões foram destinados a melhorias em rios estratégicos e em pequenos portos, com dragagens em rotas como Benjamin Constant–São Paulo de Olivença, Coari–Codajás e Manaus–Itacoatiara, além da manutenção hidroviária no Rio Madeira.

Na frente portuária, o DNIT ampliou a entrega e recuperação de Instalações Portuárias de Pequeno Porte (IP4s) em municípios do Amazonas e iniciou a implantação da primeira IP4 do Amapá, em Santana, prevista para 2026. Projetos em diferentes estágios contemplam cidades como Laranjal do Jari, Oiapoque, Conceição do Araguaia, Lábrea, Parintins, Porto Velho e Tefé, apoiados pelo Plano de Monitoramento Hidroviário (PMH) e por ações de sinalização nos rios Solimões e Amazonas.

Quais os benefícios das obras de infraestrutura no dia a dia?

Os impactos do pacote de R$ 3,3 bilhões em obras de infraestrutura na Região Norte aparecem diretamente na rotina de moradores, empresas e serviços públicos. Em estradas melhor conservadas, o tempo de viagem diminui, o desgaste de veículos é menor e cai o risco de acidentes relacionados a buracos e falhas estruturais, enquanto nos rios a dragagem, o balizamento e portos operacionais reduzem cancelamentos de viagens por falta de profundidade ou dificuldade de atracação.

Entre os principais reflexos estão a circulação mais estável de ônibus, caminhões e embarcações, maior facilidade para o abastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos, integração ampliada entre estados nortistas e outras regiões e melhores condições para saúde e educação, que dependem de deslocamentos regulares de profissionais e insumos em um território de grandes distâncias e alta dependência dos modais rodoviário e aquaviário. Veja os impactos à população:

Área impactadaBenefícios para a população
Mobilidade e transporte• Redução do tempo de viagem• Melhor integração entre cidades e estados• Acesso mais fácil a serviços essenciais
Segurança viária• Menor número de acidentes• Melhores condições de rodovias e pontes• Mais segurança para motoristas e pedestres
Economia regional• Geração de empregos diretos e indiretos• Redução de custos logísticos• Estímulo ao comércio e à produção local
Desenvolvimento social• Melhoria no acesso à saúde e educação• Integração de comunidades isoladas• Maior qualidade de vida
Logística e abastecimento• Transporte mais eficiente de alimentos e insumos• Redução de perdas no trajeto• Preços mais estáveis para o consumidor
Integração nacional• Conexão mais eficiente com outras regiões do país• Fortalecimento da presença do Estado na região

FAQ sobre obras na Região Norte

  • Como o DNIT define quais obras têm prioridade na Região Norte? As prioridades são definidas com base em critérios técnicos, como nível de degradação das vias, importância logística para escoamento da produção, atendimento a municípios isolados e impacto direto na mobilidade e na segurança dos usuários.
  • As obras incluem manutenção contínua após a conclusão dos investimentos? Sim. Além das intervenções estruturais, o planejamento prevê ações permanentes de conservação e monitoramento das rodovias e hidrovias, para manter a trafegabilidade e evitar a rápida deterioração dos trechos recuperados.
  • Quando os usuários começam a sentir os efeitos práticos dessas intervenções? Os efeitos tendem a ser percebidos gradualmente, já durante a execução das obras e logo após a entrega dos trechos, com redução de atrasos, maior regularidade no transporte e mais previsibilidade nos deslocamentos terrestres e fluviais.
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