A construção de uma nova megafábrica de derivados do leite em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, marca uma etapa relevante para a indústria de alimentos no Estado, reunindo alto volume de investimento privado, tecnologia de ponta e perspectiva de geração de emprego em larga escala, com início de operação previsto para 2026 em um cenário de expansão do setor de laticínios e de busca por produtos de maior valor agregado.
Como será a nova fábrica de derivados do leite em Francisco Beltrão?
A fábrica da Sooro Renner Nutrição está sendo instalada em uma área total de 203 mil metros quadrados em Francisco Beltrão, com cerca de 34 mil metros quadrados destinados a edificações industriais. O restante do terreno abrigará infraestrutura interna, como pavimentação, circulação de veículos pesados, áreas técnicas e uma estação própria de tratamento de efluentes, essencial para o manejo adequado dos resíduos da produção.
A planta foi projetada para operar em regime contínuo, 24 horas por dia, com capacidade de processamento de até 5 milhões de litros de soro de leite diariamente, o que reforça seu papel no escoamento da produção leiteira regional. Totalmente automatizada, a megafábrica exigirá sistemas avançados de controle e integração entre etapas produtivas, voltada à produção de lactose, whey protein e insumos para alimentos, incluindo fórmulas infantis, para mercado interno e exportação. Veja os impactos na região:
| Aspecto | Impacto Esperado |
|---|---|
| Investimento | R$ 680–800 milhões em novo complexo industrial |
| Empregos | 250 empregos diretos e 1.600–1.650 indiretos (total 1.850+) |
| Agropecuária | Fortalecimento da cadeia do leite e maior demanda por soro de leite |
| Produção industrial | Aumento da produção de lactose infantil, whey protein e manteiga |
| Mercado e exportação | Maior participação em mercados nacionais e internacionais |
| Capacitação | Exigência de mão de obra qualificada e oportunidades de treinamento |
| Logística & Infraestrutura | Reforça necessidade de melhor infraestrutura logística regional |
| Renda local | Aumento da renda familiar pela criação de empregos e maior circulação de dinheiro na região |
Como a nova megafábrica impactará empregos e a economia regional?
Embora o início das operações industriais esteja previsto para 2026, os reflexos econômicos já são sentidos na fase de construção, com geração estimada de aproximadamente 1.850 empregos diretos e indiretos. A planta deve impulsionar contratações na obra civil, transporte, manutenção, alimentação, logística e serviços especializados, beneficiando Francisco Beltrão e municípios vizinhos.
A presença de uma grande indústria de derivados do leite tende a fortalecer produtores rurais, cooperativas e empresas de menor porte conectadas à cadeia do leite, estimulando investimentos em qualidade e tecnologia nas propriedades. O alto grau de automação demandará mão de obra qualificada, incentivando cursos de capacitação e parcerias com instituições de ensino técnicas e universitárias da região.
Por que o Paraná se tornou atrativo para novos investimentos em laticínios?
A escolha do Paraná para sediar a nova fábrica está ligada à melhoria da infraestrutura logística, sobretudo na região Sudoeste, com investimentos em restauração e ampliação de rodovias estratégicas para o escoamento da produção. Somam-se a isso a segurança jurídica, o equilíbrio fiscal e programas de incentivo considerados responsáveis, fatores que reduzem custos e riscos para novos empreendimentos industriais.
Na cadeia do leite, o Estado já dispõe de tradição produtiva e de um parque agroindustrial consolidado, o que favorece investimentos em plantas de maior escala e tecnologia. O projeto em Francisco Beltrão também se destaca pelo uso de biomassa como fonte térmica, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis, e por contar com subestação própria de energia e layout planejado para futuras expansões, permitindo aumento gradual da capacidade.
Como a nova fábrica de derivados do leite vai beneficiar a região?
A entrada em operação de uma planta capaz de processar milhões de litros de soro por dia tende a reposicionar a região de Francisco Beltrão no mapa brasileiro de derivados do leite. A transformação do soro, antes muitas vezes tratado como resíduo, em insumos como whey protein e lactose segue a tendência de agregação de valor na cadeia, reduzindo desperdícios e abrindo portas para segmentos mais especializados da indústria de alimentos e nutrição.
Para compreender melhor os diferenciais do projeto e seus efeitos em diferentes elos da cadeia produtiva do leite, é possível destacar alguns pontos centrais relacionados à modernização, à sustentabilidade e à inserção internacional do Paraná:
- Integração entre produção rural, indústria de ingredientes e mercado externo, ampliando a participação do Estado em nichos de maior valor no comércio global de lácteos.
- Exigência de qualificação técnica, controle rigoroso de qualidade e padrões internacionais de segurança alimentar, elevando o patamar de toda a cadeia produtiva regional.
- Uso de biomassa e infraestrutura energética própria, contribuindo para maior sustentabilidade e estabilidade operacional em regime contínuo.
- Potencial de expansão futura da capacidade produtiva, acompanhando a demanda do mercado interno e das exportações de ingredientes lácteos.
FAQ sobre a megafábrica em Francisco Beltrão
- A produção será totalmente voltada ao mercado externo? Não. Parte relevante da produção deverá ser exportada, mas a megafábrica também atenderá indústrias e formuladores do mercado interno.
- A planta vai trabalhar apenas com soro de leite bovino? As informações divulgadas destacam o processamento de soro de leite, tradicionalmente de origem bovina, que é o mais comum na cadeia industrial brasileira.
- Há previsão de parcerias com instituições de ensino locais? Não foram detalhadas parcerias específicas, mas a necessidade de mão de obra qualificada tende a aproximar a empresa de escolas técnicas e universidades da região.
- A unidade poderá expandir sua capacidade no futuro? Sim. O layout da planta inclui áreas reservadas para ampliações produtivas, permitindo aumento gradual da capacidade conforme a demanda.