Em Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, a maior obra de alargamento de praia do Brasil avança em ritmo contínuo e já alcança 58,5% de execução. Iniciada em 20 de outubro de 2025, a intervenção modificou de forma significativa a faixa de areia de parte do município, conhecido por ter a maior extensão litorânea do estado, com 5 quilômetros da orla já ampliados e perspectiva de conclusão ainda neste ano, em regime de operação permanente.
Como está a obra de alargamento de praia em Itapoá?
O projeto prevê o alargamento total de 8,8 quilômetros de praia, impactando diretamente as praias Figueira do Pontal, Pontal do Norte e Princesa do Mar. Até o momento, foram depositados 3,4 milhões de metros cúbicos de areia na nova orla, com meta de chegar a 6,4 milhões de metros cúbicos, volume superior ao de outros projetos semelhantes no país.
A operação funciona 24 horas por dia, com uma draga de 166,5 metros retirando areia do fundo da Baía da Babitonga, a 16 metros de profundidade, e transportando-a até a orla. Cada viagem leva cerca de 18 mil metros cúbicos de sedimentos, que são bombeados e espalhados ao longo da faixa costeira com apoio de equipes técnicas em terra.
Como funciona o processo de dragagem e espalhamento da areia em Itapoá?
Desde o início dos trabalhos, a embarcação já realizou 394 ciclos entre a jazida submarina e as praias de Itapoá. Após a descarga da areia, equipes fazem o espalhamento e o nivelamento do material para formar uma faixa de areia mais larga, seguindo parâmetros de segurança costeira e uso recreativo.
Esse processo é acompanhado por medições constantes, que verificam volumes, cotas e alinhamento da nova praia, garantindo conformidade com o projeto e com as exigências ambientais. Estudos de granulometria e compatibilidade asseguram que o sedimento tenha características semelhantes às da areia local.
Como o alargamento da praia impacta a orla e a região portuária de Itapoá?
O alargamento da praia em Itapoá não se limita à ampliação da área de lazer, pois está diretamente ligado à dinâmica da Baía da Babitonga, que abriga os portos de São Francisco do Sul e Itapoá. Ao retirar sedimentos do canal de acesso e direcioná-los para a orla, o projeto melhora as condições de navegação e amplia a profundidade para receber navios de maior porte.
Essa integração entre alargamento da faixa de areia, proteção costeira e eficiência portuária torna a obra inédita no país. A cidade, que já enfrentou episódios de erosão marítima, passa a contar com maior proteção da linha costeira, enquanto a infraestrutura portuária ganha um canal mais adequado às exigências atuais do comércio marítimo:
- Trechos beneficiados: Figueira do Pontal, Pontal do Norte e Princesa do Mar.
- Extensão total prevista: 8,8 km de orla alargada.
- Volume final estimado: 6,4 milhões de m³ de sedimentos.
- Operação da draga: 394 ciclos já realizados até o último balanço.
Por que a ampliação da orla de Itapoá é considerada inédita no Brasil?
O caráter inédito da intervenção em Itapoá está na combinação de escala, origem do material e integração com o setor portuário. Em termos de volume, a previsão de 6,4 milhões de metros cúbicos de areia supera em mais que o dobro o montante utilizado em projetos como o engordamento da Praia Central de Balneário Camboriú.
A retirada controlada de sedimentos da Baía da Babitonga, área estratégica para o escoamento de cargas, é feita com forte controle ambiental. A faixa de areia mais larga absorve parte da energia das ondas, reduz o avanço do mar sobre áreas urbanas e serve como referência técnica para futuros projetos de requalificação litorânea em outras cidades. Veja os benefícios à população:
| Área impactada | Benefícios |
|---|---|
| Proteção costeira | • Redução da erosão• Mais estabilidade da linha da costa• Menor risco a imóveis e vias |
| Turismo e economia | • Valorização do destino turístico• Aumento do fluxo de visitantes• Geração de empregos diretos e indiretos |
| Infraestrutura urbana | • Maior faixa de areia para uso público• Apoio a eventos e lazer• Integração com projetos de urbanização |
| Meio ambiente | • Recuperação de áreas degradadas• Melhor gestão do impacto das marés e ressacas |
| Qualidade de vida | • Mais espaços para lazer e esportes• Segurança para moradores e comerciantes |
Como será o monitoramento da nova orla de Itapoá?
Com 5 quilômetros já ampliados de um total de 8,8 quilômetros, a próxima etapa concentra-se nos trechos restantes das três praias atendidas. O objetivo é manter o ritmo de operação 24 horas, ajustando o planejamento diário às condições de maré, clima e logística portuária na Baía da Babitonga.
Após o término do engordamento, está prevista uma fase de monitoramento contínuo da nova orla, acompanhando deslocamentos de sedimentos, variações sazonais e eventuais necessidades de manutenção. Esse acompanhamento é essencial para avaliar o desempenho da obra e orientar futuras intervenções costeiras em Santa Catarina. Veja imagens da obra no vídeo divulgado pelo perfil Valorize Negócios Imobiliários:
FAQ sobre obra de alargamento de praia em Itapoá
- Quando a obra deve ser concluída e a praia liberada integralmente ao uso? A previsão é de conclusão ainda em 2026, com liberação gradual dos trechos conforme o avanço do alargamento e a estabilização da nova faixa de areia.
- O alargamento da praia exigirá manutenção no futuro? Sim. Após a conclusão, haverá monitoramento contínuo para avaliar o comportamento dos sedimentos e indicar eventuais ações de manutenção ao longo do tempo.
- Há impactos diretos para moradores e turistas durante a execução da obra? Durante os trabalhos, podem ocorrer restrições temporárias de acesso em alguns pontos, mas o objetivo é minimizar interferências e garantir segurança para a população e visitantes.