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Início Justiça

Bolsonaro é autorizado por Moraes a realizar exames em hospital após sofrer queda na prisão

Por Junior Melo
07/jan/2026
Em Justiça
Bolsonaro é autorizado por Moraes a realizar exames em hospital após sofrer queda na prisão

Bolsonaro - Créditos: depositphotos.com / thenews2.com

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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a sair da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília para realizar exames em um hospital particular nesta quarta-feira (7/1). A decisão foi tomada após um pedido da defesa, apresentado depois de uma queda ocorrida na madrugada de terça-feira (6/1), que resultou em batida da cabeça e ferimentos leves, mobilizando autoridades, equipe médica e reforçando a atenção sobre o estado de saúde do ex-presidente, que cumpre pena em instalação da PF.

Quais foram as lesões iniciais e como foi o atendimento da PF?

Segundo relatórios iniciais, Bolsonaro sofreu uma lesão cortante superficial no rosto e no pé esquerdo. Apesar do susto, ele foi descrito como consciente e orientado, sem sinais aparentes de déficit neurológico ou perda de memória recente.

O primeiro atendimento ocorreu dentro da própria Superintendência da PF em Brasília, onde foi registrado que ele mantinha motricidade e sensibilidade preservadas em membros superiores e inferiores. Observou-se, contudo, um leve desequilíbrio ao ficar em pé, motivo pelo qual a defesa insistiu na realização de exames complementares de imagem e avaliação neurológica mais detalhada.

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Quais exames Jair Bolsonaro fará após a queda na PF?

A defesa solicitou, e Moraes autorizou, uma bateria de exames para afastar riscos ocultos decorrentes do trauma na cabeça. O ex-presidente será submetido a tomografia, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma, todos focados em investigar possíveis danos estruturais e funcionais.

A tomografia e a ressonância magnética servem para identificar hemorragias internas, fraturas, edemas ou outras alterações no cérebro e nos ossos da cabeça, enquanto o eletroencefalograma mede a atividade elétrica cerebral. A combinação dos procedimentos busca detectar disfunções que possam se manifestar horas ou dias após a queda, como crises convulsivas ou alterações na condução dos impulsos nervosos.

Como Alexandre de Moraes autorizou a saída de Bolsonaro para exames?

A autorização de Moraes para que Bolsonaro deixe temporariamente a custódia da PF foi condicionada à apresentação prévia do laudo médico e da lista de exames considerados necessários pela defesa. O despacho reforça que qualquer deslocamento para tratamento médico deve ser justificado tecnicamente, com base em necessidade clínica real e documentada.

Na decisão, o ministro também determinou que a Polícia Federal assuma integralmente o transporte e a segurança do ex-presidente, com orientação para que tudo ocorra de forma discreta. O desembarque no hospital deve ser feito pela garagem, a fim de reduzir exposição pública, aglomerações e riscos à segurança ou ao funcionamento da unidade hospitalar.

Quais são os efeitos práticos e jurídicos da autorização?

A decisão em que Alexandre de Moraes autoriza Bolsonaro a realizar exames em hospital não altera, por si só, a situação processual do ex-presidente, mas cria parâmetros para futuros pedidos médicos enquanto ele estiver sob custódia. Ao exigir laudos e justificativas técnicas, o STF busca equilibrar o direito à saúde com o controle rigoroso de saídas da unidade da PF.

Do ponto de vista prático, a PF passa a ter papel central na logística, registrando deslocamentos, horários e condições de segurança e retorno. Para a defesa, os exames documentam eventuais consequências da queda, que podem fundamentar pedidos de adaptações na rotina de custódia, como repouso diferenciado, acompanhamento clínico contínuo ou mudança de regime, caso sejam recomendadas por especialistas. Após a realização dos exames, os resultados serão avaliados pelos médicos responsáveis e, se necessário, levados ao conhecimento da Justiça. A partir disso, podem surgir diferentes desdobramentos, tanto no plano clínico quanto no jurídico, a depender da gravidade ou ausência de achados relevantes.

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