As obras de mobilidade urbana em andamento em Irajá e em Campo Grande indicam uma mudança relevante na forma como milhares de moradores se deslocam diariamente pela cidade do Rio de Janeiro e pela Região Metropolitana, com foco em integração de transportes, redução de tempo de viagem e reorganização do tráfego em áreas de grande fluxo.
Como o Terminal Margaridas em Irajá vai integrar o BRT Metropolitano?
O Terminal Margaridas, em Irajá, é peça-chave para a integração do BRT Metropolitano com os ônibus da Baixada Fluminense. Com investimento de cerca de R$ 46,8 milhões e área superior a 63 mil metros quadrados, foi planejado para grande fluxo de passageiros, com ambiente coberto, banheiros e áreas de embarque e desembarque organizadas.
Localizado na interseção da Rodovia Presidente Dutra com a Avenida Brasil, o terminal deve permitir integração tarifária com BRT, ônibus municipais, intermunicipais e VLT. Na primeira etapa, a expectativa é beneficiar diretamente moradores de Belford Roxo, Japeri, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados e São João de Meriti, encurtando o trajeto até o Centro para cerca de 20 a 30 minutos.
Quais os principais objetivos e benefícios do Terminal Margaridas?
A proposta central do Terminal Margaridas é reorganizar a mobilidade urbana entre a Baixada Fluminense e o Centro do Rio, reduzindo o tempo de viagem e o número de baldeações pagas. Hoje, cerca de 200 mil pessoas chegam diariamente à cidade pela Dutra, em 34 linhas intermunicipais e quase 300 ônibus, com trajetos que podem consumir até quatro horas no total de ida e volta.
Com a centralização do embarque em um grande terminal integrado, a Prefeitura busca redistribuir linhas intermunicipais, diminuir engarrafamentos na Avenida Brasil e oferecer uma infraestrutura mais confortável e segura. Entre os principais objetivos previstos para o Terminal Margaridas, destacam-se:
- Integrar ônibus da Baixada Fluminense ao BRT Metropolitano;
- Reduzir o tempo de deslocamento até o Centro do Rio;
- Oferecer estrutura física mais confortável, acessível e segura;
- Facilitar acesso a outros modais, como VLT e ônibus municipais;
- Organizar o fluxo de entrada e saída com melhor sinalização e urbanização do entorno.
Como está o andamento das obras de mobilidade urbana em Irajá?
Em Irajá, os serviços de mobilidade urbana estão na fase final, com equipes concluindo edificações de acesso, ajustes em galpões operacionais e finalização das plataformas de embarque. A passarela de acesso ao terminal avança em paralelo, assim como a instalação de sistemas de iluminação e de infraestrutura técnica para operação diária.
O entorno também recebe intervenções, como implantação de muros e gradis, adequação dos acessos para pedestres e ônibus, nova sinalização viária e plantio de árvores nativas. Essas ações visam organizar o fluxo, aumentar a segurança e criar um ambiente mais agradável para o grande volume de passageiros previsto. Veja detalhes das obras no vídeo divulgado pela Secretaria de Infraestrutura do Rio:
Como o Túnel em Campo Grande melhora a ligação interna e redistribui o trânsito?
Na Zona Oeste, o túnel sob o Morro Luís Bom, em Campo Grande, é o primeiro da história do bairro e integra o Anel Viário do Plano de Mobilidade de Campo Grande. A intervenção busca redistribuir fluxos de veículos, melhorar a ligação entre sub-bairros e criar alternativas à sobrecarga de vias tradicionais, como a Estrada das Capoeiras e a Estrada do Mendanha.
O túnel tem duas galerias, de 566 e 513 metros de extensão, ligando a Estrada da Caroba à Estrada da Posse, com duas pistas de rolamento e ciclovia. Os trabalhos atuais se concentram nos acabamentos internos, na instalação de sistemas de rede elétrica, ventilação, detecção e combate a incêndio, além da conclusão do Centro de Controle e Operações (CCO), que monitorará o tráfego e os protocolos de segurança em tempo real. Veja os benefícios do projeto:
| Aspecto | Benefícios do Túnel |
|---|---|
| Ligação interna | • Conecta bairros estratégicos da cidade• Reduz tempo de deslocamento entre regiões• Facilita acesso a áreas centrais e periféricas |
| Redistribuição do trânsito | • Diminui congestionamento em vias principais• Cria rotas alternativas para veículos• Melhora fluxo de transporte público e privado |
| Segurança viária | • Reduz cruzamentos perigosos• Minimiza riscos de acidentes• Organiza melhor o tráfego urbano |
| Mobilidade urbana | • Favorece deslocamentos mais rápidos• Incentiva uso de transporte coletivo• Integra diferentes modais de transporte |
FAQ sobre obras em Irajá e Campo Grande
- O Terminal Margaridas vai substituir as linhas intermunicipais atuais? O terminal será um ponto de integração com o BRT Metropolitano, o que pode levar a ajustes no desenho das linhas, mas não há detalhamento oficial sobre extinção ou manutenção de cada serviço.
- Haverá estacionamento para carros no entorno do Terminal Margaridas? As informações destacam principalmente plataformas de ônibus, passarelas e urbanização do entorno, sem menção específica a estacionamento para automóveis particulares.
- O túnel de Campo Grande terá passagem para pedestres? Os dados oficiais mencionam pistas para veículos e ciclovia, mas não indicam faixas exclusivas para pedestres dentro do túnel.
- Quando o Anel Viário completo de Campo Grande deve ser finalizado? Foi informado que o primeiro trecho, do túnel até a Estrada da Posse, está próximo de ser inaugurado, porém ainda não há data detalhada para a conclusão de todo o Anel Viário.