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Início Política

Novo PL Antifacção é aprovado pela Câmara

Por Junior Melo
19/nov/2025
Em Política
Derrite rebate Haddad após crítica ao PL Antifacção: "Desce do palanque e vai cuidar da economia"

Guilherme Derrite - Foto: © Lula Marques/Agência Brasil

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A recente aprovação do Projeto de Lei Antifacção (PL Antifacção) pela Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (18/11), marca o início de um novo capítulo no combate ao crime organizado no Brasil, com medidas rigorosas direcionadas a organizações criminosas e grupos paramilitares, destacando penas severas e mudanças legislativas significativas.

O que determina o Projeto de Lei Antifacção?

O PL Antifacção propõe a criminalização do chamado “domínio social estruturado”. Este conceito enquadra a atuação de grupos ultraviolentos, como milícias e paramilitares, que organizam crimes de forma sistemática e com uso de tecnologia.

As penas para essas ações variam de 20 a 40 anos, podendo chegar a até 66 anos em situações de liderança ou emprego de tecnologias avançadas, como drones. Líderes dessas organizações devem cumprir suas penas em presídios de segurança máxima.

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Quais medidas adicionais estão previstas no PL Antifacção?

Além das penas, a lei trouxe mudanças relevantes, como a restrição ao alistamento eleitoral de presos provisórios ou temporários, que terão seus títulos de eleitor cancelados durante a privação de liberdade.

Entre as emendas adotadas, destacam-se ajustes no Código Penal e novas regras sobre bloqueio operacional e responsabilização em casos de receptação qualificada. Veja outros pontos centrais do projeto:

  • Destinação de líderes de facções para presídios de segurança máxima
  • Punições maiores para uso de tecnologia em crimes
  • Distribuição dos bens apreendidos para o Fundo Nacional de Segurança Pública

Como os partidos governistas se posicionam em relação ao projeto?

Ainda que o Executivo tenha proposto o PL, as divergências internas surgiram no texto final relatado por Guilherme Derrite (PP-SP). Críticas governistas recaíram principalmente sobre a nova definição de crime e o destino dos recursos apreendidos.

A mudança para que os bens incorporem inicialmente o Fundo Nacional de Segurança Pública, e não o Funad, foi um dos pontos mais contestados. O governo também teme perda de autonomia em operações policiais. Veja o vídeo compartilhado por Derrite em sua conta no X:

ACABOU! Grande vitória do combate ao crime. pic.twitter.com/WtFZYmr5e1

— Guilherme Derrite (@DerriteSP) November 19, 2025

Por que o PL causa controvérsias entre parlamentares?

A autoria e as múltiplas versões do texto sob relatoria de Derrite, secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo, geraram desconforto, principalmente no governo. Ele foi acusado de comprometer a autonomia da Polícia Federal e ameaçar a soberania nacional.

Após negociações, parte das alterações mais polêmicas foi retirada, como mudanças na Lei Antiterrorismo e questões sobre a Receita Federal, mas o debate ainda persiste entre as bancadas.

Como será a tramitação do PL Antifacção no Senado?

Aprovado na Câmara, o PL segue agora para o Senado, onde senadores devem analisar suas medidas à luz de possíveis conflitos político-ideológicos. Ajustes no texto podem ocorrer para alinhar as novas regras à proteção dos direitos fundamentais.

A expectativa é que o Senado equilibre a necessidade urgente de combater o crime organizado, sem prejudicar garantias legais ou prejudicar o uso adequado dos recursos de operações policiais.

FAQ sobre o Projeto de Lei Antifacção

  • Qual é o objetivo principal do PL Antifacção? O PL visa criar um marco legal mais rígido para combater o crime organizado no Brasil, prevendo penas elevadas e restrições ampliadas para grupos com atuação violenta e uso de tecnologia.
  • Quem elaborou e relatou o PL Antifacção? O projeto é do Executivo, mas foi modificado pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP), trazendo diferentes ajustes e visões durante a tramitação na Câmara dos Deputados.
  • Quais são as principais críticas ao PL Antifacção? As críticas mais citadas se referem à criação do tipo penal “domínio social estruturado” e ao novo destino das verbas apreendidas, além da possível interferência em competências como a autonomia da Polícia Federal.
  • O que diferencia esse PL de outras legislações similares? O texto inova ao tipificar condutas específicas de organizações altamente estruturadas, aplicando sanções mais rígidas e medidas para bloquear a atuação logística dos grupos criminosos de maneira mais ampla.
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