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Fornecimento de fraldas para famílias de baixa renda é considerado constitucional em Piracicaba

Por Guilherme Silva
25/nov/2025
Em Geral
Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

Trocando fraldas de bebê - Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

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O Tribunal de Justiça de São Paulo declarou constitucional a Lei Municipal nº 10.133/24, de Piracicaba, que garante fraldas gratuitas a famílias de baixa renda. A norma havia sido contestada pela Prefeitura por suposto vício de iniciativa e falta de fonte de custeio, mas o Órgão Especial do TJ-SP, sob relatoria do desembargador Renato Rangel Desinano, confirmou sua legitimidade e compatibilidade com as atribuições da Câmara Municipal.

Leis municipais como instrumento de justiça social?

Medidas como a distribuição de fraldas mostram como a legislação local pode ser um mecanismo direto e eficaz para atender as necessidades básicas da população. A iniciativa de Piracicaba reforça o papel das Câmaras Municipais na criação de políticas públicas sensíveis às realidades regionais, com foco na redução das desigualdades e na promoção da dignidade humana.

Créditos: depositphotos.com / lisica66
Fraldas empinadas – Créditos: depositphotos.com / lisica66

Quais pontos foram analisados pelo TJ-SP ao validar a lei de Piracicaba?

Antes da decisão ser confirmada, diversos pontos jurídicos foram analisados pelo Tribunal para definir se a lei realmente respeitava as competências municipais e as regras constitucionais. A seguir, veja os principais aspectos avaliados pelo TJ-SP:

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Aspecto analisadoArgumento da PrefeituraEntendimento do TJ-SP
Vício de iniciativaLei teria sido proposta pela Câmara, e não pelo Executivo.Não houve vício; a Câmara pode legislar sobre interesse local.
Reserva de administraçãoA lei interferiria na organização interna da Administração.O Tribunal entendeu que a norma não altera estrutura administrativa.
Fonte de custeioNão haveria definição clara sobre como financiar o programa.Para o TJ-SP, isso não inviabiliza a lei nem fere a Constituição.
Legitimidade da normaMunicipalidade alegava inconstitucionalidade.O Tribunal confirmou a constitucionalidade da Lei nº 10.133/24.
Relatoria–Desembargador Renato Rangel Desinano.

Por que a ausência de fonte de custeio não torna a lei inválida?

Um dos pontos centrais da discussão foi a falta de indicação da fonte de custeio. No entanto, o TJ-SP considerou que a lei não cria despesa obrigatória nem representa renúncia de receita. Por isso, não exige previsão de impacto orçamentário imediato, de acordo com as normas constitucionais vigentes. A execução da política, porém, dependerá da alocação de recursos no orçamento municipal.

Quais os impactos sociais esperados com a nova política?

Para as famílias em situação de vulnerabilidade, a distribuição gratuita de fraldas pode representar um alívio financeiro significativo, permitindo que recursos sejam redirecionados para outras áreas essenciais, como alimentação e saúde. A medida também simboliza o reconhecimento da importância de políticas públicas voltadas ao bem-estar das camadas mais fragilizadas da população.

Além do impacto direto, a decisão judicial pode influenciar outros municípios a seguir o mesmo caminho, criando uma rede nacional de apoio a famílias de baixa renda por meio de ações similares.

FAQ sobre a lei das fraldas em Piracicaba

  • Quem pode receber o benefício?
    Famílias de baixa renda cadastradas em programas sociais do município, conforme critérios da Secretaria Municipal de Assistência Social.
  • Como solicitar as fraldas?
    Os interessados devem procurar o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) mais próximo para cadastro e encaminhamento.
  • A lei já está em vigor?
    Sim. A norma foi considerada constitucional. Sua implementação depende agora de ajustes operacionais e definição orçamentária por parte da Prefeitura.
  • Há limite na quantidade de fraldas?
    Sim. A distribuição respeitará critérios técnicos, como faixa etária e necessidades específicas de cada beneficiário.
  • Outros municípios adotam medidas semelhantes?
    Sim. Iniciativas parecidas estão em debate ou já foram implementadas em diferentes cidades brasileiras.
  • Isso compromete o orçamento público?
    A execução da lei depende da disponibilidade orçamentária. A norma não cria obrigação de despesa sem previsão de recursos, o que mantém sua validade jurídica.
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