Em uma decisão nesta quarta-feira (2/4), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido havia sido feito pela vereadora Liana Cristina, do Recife, após Bolsonaro convocar apoiadores para um ato no Rio de Janeiro. O evento visava apoiar a anistia de pessoas condenadas ou investigadas por participação em eventos ocorridos em janeiro de 2023.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou contra a prisão preventiva, solicitando o arquivamento da notícia-crime. O procurador-geral Paulo Gonet destacou que a vereadora não possui legitimidade para fazer tal solicitação ao STF e que não há provas suficientes que justifiquem a prisão preventiva do ex-presidente.
Como a PGR argumento o caso?

O procurador-geral Paulo Gonet argumentou que a vereadora Liana Cristina não tinha legitimidade ativa para requerer medidas cautelares como a prisão preventiva. Ele ressaltou que os relatos apresentados não continham elementos informativos mínimos que indicassem a ocorrência de um ilícito penal. Dessa forma, não havia justificativa para a deflagração de uma investigação contra Bolsonaro.
Além disso, a PGR enfatizou que a notícia-crime carecia de elementos de prova suficientes para sustentar a prisão preventiva. A decisão de Alexandre de Moraes, portanto, foi alinhada com a posição da PGR, rejeitando o pedido de prisão e arquivando a notícia-crime.
Por que a vereadora solicitou a prisão preventiva?
A vereadora Liana Cristina justificou seu pedido de prisão preventiva alegando que a convocação de Bolsonaro para o ato no Rio de Janeiro poderia comprometer a ordem pública e a instrução processual. Ela argumentou que a prisão preventiva seria necessária para evitar possíveis desdobramentos que pudessem prejudicar investigações em andamento.
No entanto, sem a apresentação de provas concretas que sustentassem essa alegação, o pedido foi considerado infundado tanto pela PGR quanto pelo STF. A decisão de rejeitar o pedido reforça a necessidade de provas substanciais para justificar medidas cautelares dessa natureza.
Quais são as implicações dessa de Moraes?
A decisão do STF de rejeitar o pedido de prisão preventiva de Jair Bolsonaro tem várias implicações. Em primeiro lugar, reafirma a importância da legitimidade e da apresentação de provas concretas em processos judiciais. Além disso, destaca o papel do STF em garantir que medidas cautelares sejam aplicadas de forma justa e baseada em evidências.
Essa decisão também pode influenciar futuros pedidos de prisão preventiva, estabelecendo um precedente sobre a necessidade de provas substanciais e a legitimidade dos requerentes. Em um contexto mais amplo, a decisão reflete o equilíbrio necessário entre a proteção da ordem pública e os direitos individuais em processos judiciais.
– Uma eventual guerra comercial com os EUA não é uma estratégia inteligente e que preserva os interesses do povo brasileiro. A única resposta razoável à tarifação recíproca dos EUA é o governo Lula extinguir a mentalidade socialista que impõe grandes tarifas aos produtos…
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) April 2, 2025