Em São Paulo, a paralisação dos entregadores de aplicativo (como o iFood), iniciada nessa segunda (31/3), continua a impactar as ruas da cidade. O movimento, que se estende por dois dias, busca chamar a atenção para as condições de trabalho e a remuneração dos serviços de entrega. A mobilização começou com protestos em locais estratégicos, como o Shopping Eldorado, e se espalhou por outras regiões, incluindo o ABC paulista.
Os manifestantes, organizados pela Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativo (ANEA), reuniram-se na sede do iFood em Osasco para apresentar suas demandas nesta terça-feira (1/4). Entre os pedidos, destacam-se a definição de uma taxa mínima por entrega e o aumento do valor pago por quilômetro rodado. As imagens dos protestos mostram entregadores pedindo a paralisação dos serviços e a suspensão de novos pedidos pelos estabelecimentos.
Quais são as principais reivindicações dos entregadores?

Os entregadores de aplicativo estão exigindo mudanças significativas nas condições de trabalho. As principais reivindicações incluem:
- Definição de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega.
- Aumento do valor pago por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50.
- Limitação de um raio de 3 km para entregas feitas por bicicletas.
- Garantia de pagamento por pedidos, mesmo em entregas agrupadas na rota.
Essas demandas visam melhorar a remuneração e as condições de trabalho dos entregadores, que enfrentam desafios diários no cumprimento de suas funções.
Como a greve impacta consumidores e empresas?
A paralisação dos entregadores pode ter consequências significativas tanto para os consumidores quanto para as empresas de entrega. A advogada trabalhista Laís Amanda destaca que a falta de representação sindical formal dificulta as negociações com as empresas de aplicativos. Isso pode resultar na manutenção das condições atuais, sem avanços significativos para os trabalhadores.
Para os consumidores, a diminuição do número de entregadores disponíveis pode afetar a qualidade do serviço, resultando em atrasos e menor disponibilidade de entregas. As empresas, por sua vez, enfrentam o desafio de responder às demandas dos trabalhadores enquanto mantêm a eficiência operacional.
Impactos para os consumidores:
- Atrasos e cancelamentos de pedidos: Muitos consumidores relataram atrasos significativos ou cancelamentos de seus pedidos durante a greve.
- Aumento nos custos de entrega: Em alguns casos, os custos de entrega aumentaram devido à menor disponibilidade de entregadores.
- Dificuldade em encontrar entregadores: Alguns consumidores tiveram dificuldade em encontrar entregadores disponíveis para realizar seus pedidos.
Impactos para as empresas:
- Redução nas vendas: A greve resultou em uma redução nas vendas para muitos restaurantes e estabelecimentos que dependem do iFood para entregas.
- Prejuízos financeiros: A redução nas vendas causou prejuízos financeiros para os restaurantes e estabelecimentos.
- Danos à reputação: A greve também pode ter prejudicado a reputação do iFood e de alguns restaurantes, devido aos atrasos e cancelamentos de pedidos.
Como o iFood está respondendo às demandas dos entregadores?
Em resposta à paralisação, o iFood afirmou ter se reunido com representantes dos manifestantes para discutir as demandas apresentadas. A empresa reafirmou sua abertura ao diálogo e prometeu retornar com respostas para as lideranças dos entregadores. Nos últimos anos, o iFood destacou aumentos nos ganhos dos entregadores, incluindo acréscimos no valor mínimo da rota e do quilômetro rodado.
Enquanto os entregadores aguardam novos posicionamentos do iFood, a mobilização continua a ganhar força nas redes sociais, com trabalhadores de todo o Brasil se unindo ao movimento. A expectativa é que as negociações avancem e resultem em melhorias concretas para a categoria.
O movimento dos entregadores de aplicativo em São Paulo reflete uma tendência crescente de busca por melhores condições de trabalho no setor. À medida que as negociações avançam, é possível que surjam novas soluções para equilibrar as necessidades dos trabalhadores e das empresas. O futuro das entregas por aplicativo dependerá da capacidade de adaptação das plataformas às demandas dos entregadores, garantindo um serviço eficiente e justo para todos os envolvidos.