Na madrugada desta quinta-feira (3/4), um tremor de terra de magnitude 4.3 na escala Richter foi registrado no sudoeste do Pará, próximo ao município de Parauapebas. Este evento sísmico, considerado o maior já registrado na área desde o início dos registros, chamou a atenção das autoridades e da população local.
O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) confirmou que este é o quarto tremor do ano na região. O Observatório Nacional (ON) informou que o abalo ocorreu às 4h02, horário de Brasília, e foi sentido pela população. Apesar da magnitude moderada, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) não recebeu solicitações de emergência relacionadas ao evento.
Por que os tremores de terra são comuns em Parauapebas?
Um tremor de terra de magnitude 4.3 mR ocorreu próximo ao município de Parauapebas, no Pará, na madrugada desta quinta-feira, dia 3 de abril. O sismo ocorreu às 04h02 (Horário de Brasília) e foi sentido pela população local.
— Rede Sismográfica Brasileira (@RSBR_Oficial) April 3, 2025
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Parauapebas está localizada próxima à Falha de Carajás, uma característica geológica que contribui para a ocorrência de tremores de terra na região. Segundo o sismólogo Gilberto Leite, do ON, os abalos sísmicos nessa área geralmente apresentam magnitudes entre 2 e 3, tornando o evento recente uma exceção devido à sua magnitude mais elevada.
O histórico de sismos na região demonstra que, embora frequentes, a maioria dos tremores é de baixa intensidade e muitas vezes imperceptível para os moradores. A proximidade com a falha geológica torna a área propensa a esses fenômenos naturais.
- Proximidade da Falha de Carajás:
- A cidade está localizada próxima à Falha de Carajás, uma estrutura geológica que pode gerar tensões na crosta terrestre, resultando em tremores.
- Características geológicas:
- A região possui características geológicas que favorecem a ocorrência de pequenos abalos sísmicos.
- Zona de divergência de placas tectônicas:
- A região está localizada em uma zona de divergência de placas tectônicas, onde estas se afastam. Isso influencia na atividade sísmica local.
Como a população deve reagir em caso de tremor?
Em situações de tremores ou qualquer anormalidade que possa representar risco, é crucial que os moradores acionem a Defesa Civil. O governo local reforça a importância de utilizar os canais oficiais para garantir que as avaliações necessárias sejam realizadas com rapidez e eficiência.
O atendimento da Defesa Civil está disponível 24 horas, e os moradores podem entrar em contato através da Central de Atendimento e Despacho pelo número 190 ou pelo WhatsApp do Centro de Controle e Operações: (94) 99278-0431.
Qual o impacto dos tremores na região?

Embora o tremor de magnitude 4.3 tenha sido o maior registrado na área desde 1900, não houve relatos de danos significativos ou feridos. A resposta rápida das autoridades e a conscientização da população sobre como proceder em tais situações ajudam a minimizar os riscos associados a esses eventos naturais.
- Susto e preocupação na população: Mesmo tremores de baixa magnitude podem causar susto e apreensão entre os moradores, especialmente aqueles que não estão acostumados com esse tipo de evento.
- Pequenos danos em estruturas: Embora raramente causem grandes danos, tremores moderados podem levar a rachaduras em paredes, queda de objetos e outros pequenos danos em estruturas mais frágeis.
- Monitoramento e segurança: Os tremores servem como um lembrete da importância do monitoramento sísmico e da preparação para eventos maiores. As autoridades locais monitoram esses eventos e fornecem orientações de segurança à população.
- Importância da informação: É fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre os tremores e como se proteger em caso de eventos mais intensos. A Defesa Civil e outras autoridades locais desempenham um papel crucial nesse sentido.
O monitoramento contínuo da atividade sísmica pelo Centro de Sismologia da USP e pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) é essencial para garantir a segurança e a preparação da região para futuros eventos sísmicos.