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Início Internet

Cigarro eletrônico ilegal tem risco imensurável, diz ex-diretora da Anvisa

Por Terra Brasil
17/dez/2022
Em Internet
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Foto: Ton Molina/Poder 360.

A consultora da BAT Brasil (British American Tobacco) e ex-diretora da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Alessandra Bastos Soares, disse nesta quarta-feira (14/12) que o uso do cigarro eletrônico ilegal tem um risco imensurável.

Citou que atualmente há 2 milhões de brasileiros usando produtos sem regulamentação, no qual não é possível saber o que a população está inalando –quais produtos químicos foram utilizados na composição do produto. “Isso é muito grave”, declarou.

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Para a especialista, é necessário que a Anvisa faça uma análise criteriosa sobre a necessidade de regular o uso do produto no Brasil e permitir ao consumidor utilizar uma mercadoria com qualidade. A agência proibiu os dispositivos em 2009 e confirmou a decisão em julho de 2022.

“O objetivo, que era resguardar a saúde da população, não funcionou. Talvez tenha funcionado do avesso”, disse Alessandra Soares.

“O cenário brasileiro é muito preocupante: em torno de 2 milhões de brasileiros já estão usados cigarros eletrônicos. 100% daquilo que é comercializado é de origem ilegal”, destacou.

Em Brasília, por exemplo, há dispositivos sendo comercializados livremente a partir de R$ 20.

Alessandra citou que 16,8% da população acima de 18 anos já experimentou vaporizadores e produtos de tabaco aquecido. No Reino Unido, país que regula o uso do produto, o percentual é mais baixo: 7,7%. O motivo, segundo a BAT Brasil, é o maior controle e acesso à educação pelo público.

Atualmente, 84% dos países que compõem a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) regulam o consumo dos dispositivos. De acordo com Alessandra, se outras autoridades da mesma envergadura da Anvisa já decidiram sobre a regulamentação, o grupo técnico do órgão deveria rever o posicionamento atual.

Ela deu a declaração durante o seminário “Cigarros eletrônicos: por que rever a proibição é fundamental?”, promovido pelo Poder360 com o apoio da BAT Brasil.

Alessandra relatou que não é fumante e nem utiliza vaporizadores e produtos de tabaco aquecido. Porém, defendeu o acolhimento aos indivíduos que decidem fumar. “É um direito do consumidor”.

SOBRE O SEMINÁRIO
O evento debateu a importância de se discutir a falta de regulamentação dos dispositivos. Em julho deste ano, a Anvisa manteve a restrição à venda dos cigarros eletrônicos, proibidos desde 2009.

Apesar do veto, há mais de 2 milhões de consumidores no país, de acordo com dados de 2021 do Ipec Inteligência. O seminário abordou, ainda, o papel da Anvisa como órgão regulador para assegurar a segurança desses produtos.

Também discutiu como o mercado ilegal dos dispositivos impacta bares e restaurantes e as contas públicas e a diferenciação dos cigarros eletrônicos em relação aos cigarros convencionais.

Créditos: Poder 360.

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