Justiça nega ‘habeas corpus’ para médico estuprador

Justiça nega ‘habeas corpus’ para médico estuprador

Homem abusou de mulher durante parto

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de habeas corpus do médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra. Em julho deste ano, o médico estuprador foi preso em flagrante, depois de ter abusado de uma paciente sedada durante um parto cesariana, no Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart, na cidade do Rio de Janeiro.

A decisão, divulgada na quinta-feira (17/11), é do desembargador Celso Ferreira Filho, da Segunda Câmara Criminal. Conforme a nota oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o processo tramita em segredo de Justiça. Em 12 de dezembro deste ano, será feita a primeira audiência sobre o caso.

No vídeo, feito por enfermeiros durante o parto da paciente e utilizado como prova contra o médico estuprador, é possível enxergar Bezerra ao lado da mulher, que está dopada. Enquanto a equipe se prepara para iniciar o procedimento, o anestesista tira o pênis da calça e o coloca na boca da vítima.

A polícia ainda ouviu outras mulheres que também acusam o médico de abuso, no mesmo hospital. Por meio dos depoimentos, a investigação concluiu que Bezerra sempre estuprava as vítimas ao final dos procedimentos cirúrgicos. Para isso, ele dava altas doses de sedativos às mulheres.

Os estupros aconteciam no momento em que a equipe médica fechava os pontos da cesárea. Segundo o Código Penal, o estupro de vulnerável tem pena de oito a 15 anos de reclusão, sendo caracterizado quando a vítima é menor de 14 anos, está doente ou é deficiente intelectual (que não possui condições de resistir ao ato).




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