Ricardo Barros apresenta projeto que criminaliza erros em pesquisas

Ricardo Barros apresenta projeto que criminaliza erros em pesquisas

Líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados argumentou que as pesquisas induzem ao eleitor que “não quer perder o voto” e acaba optando pelo voto útil por conta do resultado marcado pelas pesquisas

Líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR) apresentou nesta quinta-feira (6/10) um projeto de lei (PL) que criminaliza pesquisas eleitorais que apresentarem erros abaixo da margem de erro. A medida ganhou força após institutos de pesquisa não captarem parte dos votos que foram para o candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL).

O projeto de Barros prevê penas culposa e dolosa aos institutos de pesquisa que errarem acima da margem de erro divulgada no levantamento. A pena para quem apresentou resultados discrepantes de forma deliberada é de 4 a 10 anos de prisão e ¼ da pena para quem cometer erros considerados não intencionais. As penas seriam atribuídas ao estatístico responsável, ao gestor do instituto de pesquisas e ao gestor do veículo contratante.

Barros argumentou que as pesquisas induzem ao eleitor que “não quer perder o voto” e acaba optando pelo voto útil por conta do resultado marcado pelas pesquisas.

“É uma indução a opinião pública de induzir mal intencionalmente. Primeiro de prejudicar um candidato, porque quando o eleitor percebe que um candidato não tem chance, o eleitor migra, o voto útil que tanto se fala migra para outro candidato e o resultado da eleição é alterado e especulação do mercado financeiro”, disse Barros.

Outro ponto previsto no projeto é de que os veículos de comunicação devem divulgar todas as pesquisas divulgadas no mesmo dia e no dia anterior.

“A empresa que resolver divulgar pesquisas terá que divulgar todas as demais que foram divulgadas no mesmo dia e no dia anterior. Então, não tem como acontecer como acontece hoje, que um veículo de comunicação divulga só a pesquisa dele, a que ele contratou e não divulga as demais pesquisas divulgadas”, disse. 




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