Moraes diz que TSE avalia proposta de fechar clube de tiros no dia das eleições

Moraes diz que TSE avalia proposta de fechar clube de tiros no dia das eleições

Presidente da Corte afirmou que Judiciário está pronto para garantir a segurança dos eleitores e garantir eleições tranquilas

A 10 dias das eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, afirmou nesta quinta-feira que a Corte “avalia” a proposta de fechamento de clubes de tiro no dia das eleições feita por delegados que integram o Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil.

Moraes e os representantes da Polícia Civil se reuniram na última terça-feira para debater a segurança durante as eleições, tema que tem gerado preocupação dentro da Corte. 

Em decisão tomada em agosto, o TSE determinou a proibição do porte de armas no raio de 100 metros dos locais de votação. Apesar da medida, as forças de segurança ainda demonstraram receio com a autorização aos “CACs” para o transporte de armamento até os clubes de tiros.

De acordo com relatos feitos ao GLOBO, entre as propostas feitas a Moraes pelos delegados está a da restrição do funcionamento dos clubes de tiro durante todo o dia 2 de outubro. 

Durante a sessão de julgamentos nesta quinta-feira, o presidente do TSE afirmou novamente que o Poder Judiciário e a Justiça Eleitoral estão preparados para garantir a segurança dos eleitores e garantir eleições tranquilas. 

— O Poder Judiciário se preparou para isso, os nossos núcleos de inteligência estão preparados, então eu quero garantir que não só desses 10 dias que faltam para o primeiro turno, mas depois, que teremos eleições tranquilas, eleições seguras — disse Moraes. 

Ainda segundo o presidente do TSE, a segurança dos eleitores foi tema de uma série de reuniões entre a Corte e a Procuradoria-Geral da República (PGR), as Polícias Militares, as Polícias Civis e a Polícia Federal. 

— [Tivemos essas reuniões] justamente para garantir a segurança do eleitor, para que o eleitor não possa ser ameaçado, induzido, e qualquer ameaça ao eleitor, e qualquer ameaça à classe artística será investigada, e a justiça fará com que os responsáveis respondam por esses atos — afirmou. 

As declarações do presidente do TSE a respeito da segurança foram motivadas por uma intervenção da ministra Cármen Lúcia, que afirmou vir recebendo relatos da classe artística a respeito de ameaças sofridas em razão de alinhamentos e posicionamentos políticos. 




Leia também:

Terra Brasil Notícias