AGORA: Copom mantém Selic em 13,75% e confirma bom momento da economia brasileira

AGORA: Copom mantém Selic em 13,75% e confirma bom momento da economia brasileira

De março de 2021 a agosto deste ano, Selic subiu 12 vezes consecutivas – a mais longa sequência de elevação desde 1999. Mercado prevê juro básico travado nos 13,75% até junho de 2023.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (21), por unanimidade, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano – patamar em vigor desde o início de agosto.

A taxa básica de juros foi elevada por 12 vezes consecutivas desde março de 2021. No período, a Selic subiu 11,75 pontos percentuais.

De acordo com projeções de analistas do mercado financeiro, a taxa Selic deve permanecer neste patamar até junho de 2023 — quando recuará para 13,5% ao ano. Para o fim do ano que vem, a projeção é de juros em 11,25%.

Inflação em desaceleração

A interrupção da alta dos juros acontece em um cenário de desaceleração da inflação. Influenciada pelos preços dos combustíveis, devido ao corte de impostos sobre itens essenciais e à redução do preço internacional do petróleo, houve deflação no país pelo segundo mês seguido em agosto. 

Para definir o nível dos juros, o Banco Central se baseia no sistema de metas de inflação. Quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o Banco Central pode reduzir o juro básico da economia. 

Em 2022, a meta central de inflação é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%. Para 2023, a meta de inflação foi fixada 3,25%, e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Neste momento, o BC já está ajustando a taxa Selic para tentar atingir a meta de inflação dos próximos anos, uma vez que as decisões sobre juros demoram de seis a 18 meses para terem impacto pleno na economia. 

Embora as estimativas de inflação estejam acima do teto da meta para este ano, o mercado financeiro já prevê desaceleração das pressões inflacionárias em 2023 (diante do juro alto, da crise energética na Europa e da desaceleração da economia mundial). 

O BC informou ainda que está mirando mais adiante nas decisões sobre juros, no início de 2024.




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