PF prende chefe de organização criminosa na Rocinha

PF prende chefe de organização criminosa na Rocinha

Operação visa desarticular esquemas criminosos voltados à prática de fraudes em contas eletrônicas mantidas em diversas instituições bancárias do país

Agentes da Polícia Federam cumpriram, na tarde desta terça-feira (5), em conjunto com policiais militares da UPP da Rocinha, um mandado de prisão preventiva contra um homem foragido da Operação Não Seja um Laranja, realizada na última terça-feira (2), na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio.De acordo com a PF, o homem de 32 anos, que não teve sua identidade revelada, é o chefe da organização criminosa investigada durante a operação, que visa desarticular esquemas criminosos voltados à prática de fraudes em contas eletrônicas mantidas em diversas instituições bancárias do país.

Na última terça-feira (2), a Polícia Federal cumpriu no Rio de Janeiro, seis mandados de busca e apreensão, sendo dois em Santa Cruz e três no Recreio dos Bandeirantes, bairros da Zona Oeste da capital, além de um em Três Rios, no Sul do estado.Nos últimos anos, a Polícia Federal afirma que detectou um aumento considerável da participação consciente de pessoas físicas em esquemas criminosos, para os quais “emprestam” suas contas bancárias, mediante pagamento. Este “lucro fácil”, com a cessão das contas para receber transações fraudulentas, possibilita a ocorrência de fraudes bancárias eletrônicas que vitimam inúmeros cidadãos. Tais pessoas são conhecidas, no jargão policial, como “laranjas”.

A PF alerta a sociedade que emprestar contas bancárias para receber créditos fraudulentos é crime, além de provocar um dano considerável aos cidadãos, quer pelo potencial ofensivo deste tipo de conduta delitiva, a qual tem sido um dos principais vetores de financiamento de organizações criminosas, como também pelos prejuízos financeiros a milhares de brasileiros.Os investigados podem responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes associação criminosa, furto qualificado mediante fraude, uso de documento falso e falsidade ideológica, cujas penas podem somar mais de 20 anos de prisão.




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