Gestores priorizam articulação com o governo federal para garantir recursos e enfrentar dificuldades financeiras nos estados
Governadores eleitos ou reeleitos com apoio de Flávio Bolsonaro (PL) defendem manter uma relação pragmática e institucional com o governo do presidente Lula (PT), apesar da derrota do senador na disputa presidencial. A estratégia considera a necessidade de assegurar investimentos federais e buscar soluções para os problemas fiscais enfrentados pelos estados.
Nenhum dos 15 governadores que apoiaram Flávio aderiu à carta divulgada pelo senador, na qual ele se apresenta como “líder do Brasil” e questiona o resultado das eleições.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu o respeito à decisão das urnas e afirmou que é necessário “olhar para a frente”. Outros gestores também têm evitado declarações sobre Flávio e concentrado suas manifestações públicas em questões administrativas.
No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) declarou que pretende manter um “relacionamento institucional produtivo” com o governo federal para viabilizar investimentos em obras e políticas sociais. No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) também defendeu o diálogo e afirmou que os interesses estaduais devem prevalecer sobre as divergências partidárias.
No Paraná, Sergio Moro (PL) afirmou que a eleição ficou para trás e que sua prioridade será realizar uma boa gestão. Apesar disso, disse que continuará fazendo oposição ao governo Lula, mas poderá cooperar em iniciativas que considerar positivas.
Em Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos) tem defendido o fim da polarização política. Entre os desafios de sua gestão está a negociação de uma dívida estadual de R$ 180 bilhões com a União, além de um déficit orçamentário estimado em R$ 10 bilhões para 2027.
No Distrito Federal, Celina Leão (PP) também terá de buscar soluções para a situação financeira do Banco de Brasília (BRB), que enfrenta uma crise após a tentativa de aquisição do Banco Master. A governadora já afirmou que está disposta a dialogar com Lula sempre que necessário.