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Início Brasil

URGENTE: depois de anos a justiça nega ação contra Bolsonaro no caso Wal do Açaí

Por Junior Melo
06/nov/2026
Em Brasil
Arte Metrópoles

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Um levantamento divulgado nesta sexta-feira (6) revelou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, manteve mais interações com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), do que se conhecia até então. Foram identificados 316 registros de atividades entre os dois pelo WhatsApp nos dois meses anteriores à primeira prisão de Vorcaro, em novembro de 2025.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles nesta sexta-feira (06), o material foi recuperado pelos jornalistas Cézar Feitoza, Natália Portinari e Fabio Serapião, a partir da análise de bancos de dados secundários presentes no celular do empresário, apreendido pela Polícia Federal. As informações foram publicadas pelo UOL.

Entre os registros recuperados está uma mensagem atribuída a Moraes, enviada em 24 de outubro de 2025, na qual o ministro teria escrito: “Obrigado amigo. Nem dá pra perceber que não sou eu rsrs”, como legenda de uma imagem que não foi recuperada.

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Outro trecho das conversas chama atenção por indicar a possível realização de um encontro entre os dois em 14 de novembro de 2025, três dias antes da prisão de Vorcaro. Na ocasião, Moraes teria acompanhado a chegada do banqueiro a Brasília por mensagens:

  • Moraes: “Me avise quando pousar”.
  • Vorcaro: “Ok”.
  • Vorcaro: “Em voo”.
  • Moraes: “Chegou?”.
  • Vorcaro: “Agora pousei”.
  • Moraes: “A caminho então”.

A conversa sobre o encontro teria começado dois dias antes. Em 11 de novembro, Vorcaro perguntou ao ministro se ele estaria disponível na noite seguinte. Sem resposta recuperada, o banqueiro voltou a escrever na manhã de 12 de novembro: “Não quero atrapalhar programa família! Podemos falar outro dia!”. Segundo a reportagem, os registros reforçam a suspeita de que os dois tenham se encontrado no dia 14.

Relação sob questionamento

As novas informações se somam às 52 mensagens anteriormente identificadas pela Polícia Federal, nas quais Vorcaro utilizava imagens de textos escritos no bloco de notas do celular e enviadas pelo recurso de visualização única do WhatsApp. Em algumas delas, o banqueiro demonstrava preocupação com possíveis medidas das autoridades e perguntava ao ministro sobre a possibilidade de evitar sua prisão.

A relação entre os dois também envolve um contrato de aproximadamente R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Além disso, foram levantados questionamentos sobre viagens em aeronave ligada a Vorcaro e a participação em eventos relacionados ao banco.

Moraes nega ter trocado mensagens com o banqueiro e contesta a autenticidade e a integridade dos registros apresentados. O ministro também questiona a cadeia de custódia do aparelho e classificou as acusações como falsas, atribuindo a divulgação do material a uma suposta tentativa de vingança política.

Em comentário publicado sobre o caso, o jornalista Mario Sabino, do portal Metrópoles, criticou a postura do ministro e afirmou que o conjunto de informações justificaria consequências institucionais. O colunista também questionou a ausência de medidas contra Moraes por parte dos demais integrantes do Supremo.

Até o momento, as mensagens recuperadas e os demais elementos citados são objeto de questionamentos e análise. A existência de registros de comunicação, por si só, não comprova a prática de irregularidade ou crime pelo ministro.

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