O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta quarta-feira (4) que, caso seja eleito presidente do Senado, pretende colocar em votação o projeto de lei que prevê anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo informações de O Antagonista, durante o lançamento de sua candidatura ao comando da Casa, Marinho disse que a Presidência do Congresso lhe daria condições de destravar a pauta e permitir que os parlamentares decidam sobre a proposta. Ele também criticou o que classificou como pressões e constrangimentos contra integrantes do Legislativo.
“O Senado da República vai fazer valer a Constituição, que foi aviltada”, declarou. O senador afirmou ainda que pretende respeitar a proporcionalidade partidária, a divergência de opiniões e o diálogo entre os parlamentares.
Marinho disse que a proposta de anistia deverá ser apreciada pelos senadores e defendeu que a decisão ocorra sem interferência de outros Poderes. “Nós vamos permitir que o projeto da anistia daqueles que foram vitimados pela prisão de oito de janeiro seja apreciado pelos nossos pares”, afirmou.
Senador pelo Rio Grande do Norte desde fevereiro de 2023, Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional e secretário especial de Previdência e Trabalho no governo Jair Bolsonaro (PL). Ele disputa a presidência do Senado, cuja eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027, com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
