Eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para escolher representantes do Congresso em uma votação que definirá o controle da Câmara e de parte do Senado durante a segunda metade do mandato do presidente Donald Trump.
Conhecidas como midterms, as eleições de meio de mandato são realizadas dois anos após a escolha presidencial. O resultado pode modificar a composição do Legislativo e influenciar a capacidade do governo de aprovar propostas e implementar sua agenda.
Trump já enfrentou uma disputa desse tipo durante seu primeiro mandato, em 2018. Na ocasião, os republicanos ampliaram sua maioria no Senado, passando de 51 para 53 cadeiras, mas perderam o controle da Câmara dos Representantes. Os democratas conquistaram 235 assentos, enquanto os republicanos ficaram com 199.
Pesquisas apontam vantagem dos democratas
A campanha deste ano foi marcada por preocupações dos eleitores com o custo dos combustíveis e dos alimentos, além da guerra no Irã. Pesquisas de intenção de voto também indicaram vantagem dos democratas na disputa pelo controle da Câmara.
Um levantamento da Universidade Quinnipiac, divulgado em 10 de setembro, mostrou que 49% dos entrevistados preferiam que os democratas assumissem a maioria na Câmara, enquanto 38% optavam pelos republicanos. Outros 13% não souberam responder ou não opinaram.
A participação dos eleitores também pode influenciar o resultado. Diferentemente do Brasil, o voto nos Estados Unidos não é obrigatório. Uma pesquisa Reuters/Ipsos apontou que 46% dos democratas estavam muito entusiasmados para votar, ante 31% dos republicanos.
Fonte: TRIBUNA DO NORTE
