O deputado estadual Emídio de Souza (PT) enviou ofícios ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a entidades representativas para solicitar a investigação de denúncias de perseguição e discriminação política contra apoiadores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar também pediu que sejam apuradas eventuais participações de agentes públicos nos episódios.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles nesta segunda-feira (02), ao Ministério Público, Emídio solicitou a apuração de listas de boicote a comerciantes e profissionais identificados como simpatizantes do PT. Os casos teriam ocorrido em municípios como Tanabi, São José do Rio Preto, Mirassol, Votuporanga e Pirassununga.
O deputado também encaminhou pedidos aos presidentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Ivo Dall’Acqua Júnior. Ele cobrou posicionamento das entidades contra ameaças de demissão, dispensas discriminatórias e recusas de contratação motivadas por convicções políticas.
Denúncias de assédio eleitoral
Segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), até 29 de outubro de 2026, foram registradas 3.396 denúncias de assédio eleitoral no país. Desse total, 620 ocorreram em São Paulo, estado com o maior número de registros no levantamento.
Emídio também solicitou providências ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) após a divulgação de uma publicação do cardiologista Clederson Henry Dina, do Hospital Israelita Albert Einstein, com ataques a eleitores de Lula.
No Instagram, o médico escreveu: “Não atendo petistas vagabundos”. Na mesma publicação, afirmou ter “recursos” para recusar pacientes, mas não explicou como identificaria a orientação política deles.
Em nota, o Hospital Israelita Albert Einstein repudiou qualquer forma de discriminação e afirmou que a manifestação do profissional não representa o posicionamento da instituição. O hospital também informou que o caso está sob análise interna.
