Relatório de legista aponta que o artista utilizou doses acima da prescrição de substâncias experimentais para combater a perda muscular e tentar recuperar a vitalidade.
O ator e dublê australiano Richard Norton morreu aos 75 anos, em 30 de março, após sofrer uma parada cardíaca. Um relatório divulgado nesta quarta-feira (28/10) confirmou que a morte teve relação com o uso excessivo de peptídeos utilizados com finalidade antienvelhecimento, segundo informações publicadas pelo jornal Daily Mail.
De acordo com o legista responsável pelo caso, as substâncias haviam sido recomendadas por um médico, mas Norton teria consumido quantidades superiores às doses prescritas. O documento aponta que o uso dos compostos estava relacionado à tentativa de recuperar a vitalidade e combater os efeitos do envelhecimento.
Ator buscava recuperar massa muscular
Norton procurou atendimento médico para tratar a perda de massa muscular. Durante o acompanhamento, recebeu a prescrição de dois peptídeos que não possuem aprovação dos órgãos reguladores dos Estados Unidos.
As substâncias eram utilizadas em conjunto com a intenção de estimular a produção natural do hormônio do crescimento. Entre os resultados esperados estavam o aumento da massa muscular, a redução de gordura corporal e o estímulo à produção de colágeno.
O tratamento fazia parte de uma estratégia conhecida como coquetel antienvelhecimento. Entretanto, não existem estudos suficientes que comprovem a segurança dessa combinação de substâncias.
Segundo as informações divulgadas, Norton chegou a procurar atendimento hospitalar e relatou ter dobrado a quantidade prescrita. Dois dias depois, sofreu um mal súbito e morreu.
Carreira em Hollywood
Além de ator e dublê, Richard Norton construiu uma trajetória profissional em Hollywood, trabalhando também com dublagem e participando de produções ao lado de nomes como Scarlett Johansson, Margot Robbie e Ben Affleck.
O australiano também teve passagem pela área de segurança pessoal, tendo trabalhado como guarda-costas do cantor David Bowie.