O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) anunciou que não votará pela recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado. A declaração foi feita nas redes sociais no mesmo dia em que a Federação União Progressistas, formada pelo PP e pelo União Brasil, oficializou apoio à reeleição do atual presidente da Casa.
Segundo informações divulgadas pela Revista Oeste nesta quarta-feira (28), Derrite defendeu que os partidos de oposição se unam em torno de um único candidato do campo conservador. Entre os nomes que considera viáveis, citou o senador Rogério Marinho (PL-RN) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
“Creio que nós devemos unir as forças em torno de um único nome”, afirmou. Em seguida, declarou: “Não votarei em Davi Alcolumbre para ser reconduzido à presidência do Senado”.
Impeachment de ministros do STF é motivo de divergência
A posição de Derrite também está relacionada à condução dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador eleito criticou a falta de avanço dessas solicitações e defendeu que o Senado exerça suas atribuições constitucionais.
“Conseguiremos isso se tivermos eleito um presidente do Senado que tenha o compromisso com as nossas pautas”, declarou.
A postura contrasta com a decisão da cúpula da Federação União Progressistas. Em nota oficial, os presidentes das duas legendas, Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), manifestaram apoio à continuidade de Alcolumbre no comando da Casa.
Eleição está prevista para fevereiro de 2027
A eleição para a presidência do Senado está prevista para fevereiro de 2027. Para ser eleito, o candidato precisa obter a maioria absoluta dos votos dos 81 senadores, ou seja, pelo menos 41 votos, caso todos os parlamentares participem da votação.
A Federação União Progressistas terá uma bancada de 12 senadores na próxima legislatura, conforme as informações divulgadas no texto original.
