O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira (28) esperar que os Estados Unidos não interfiram nos assuntos internos do Brasil. A declaração foi feita após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar uma carta em que pede apoio da comunidade internacional diante do que classifica como perseguição política no país.
“Ele [Trump] tem todo o direito de opinar sobre política externa, como o Brasil tem direito de opinar sobre política externa de qualquer outro país. Ele tem direito de opinar sobre eleições, mas eu espero, de fato, que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil”, declarou Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles nesta quarta-feira (28), na carta, Flávio pediu que a comunidade internacional não “normalize” o que considera perseguição política no Brasil. O senador também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao governo norte-americano pelo acolhimento.
O documento foi divulgado após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Na primeira versão, o senador se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, apesar do resultado oficial. Em versões posteriores, alterou a descrição para “líder do Brasil”.
Flávio também questionou a lisura da votação e atribuiu supostas irregularidades à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação em seções eleitorais que ainda estavam em funcionamento. A acusação de fraude foi apresentada na carta sem provas que a comprovassem.
O resultado oficial proclamou Lula vencedor, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reconheceu o resultado.
