Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que a nova composição do Senado, considerada mais hostil ao governo a partir de 2027, pode influenciar as próximas indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse cenário, Lula poderia retomar ainda neste ano a tentativa de indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta na Corte.
Segundo a avaliação de aliados, o presidente não teria aceitado a rejeição do nome de Messias pelos senadores, ocorrida em abril, em um movimento liderado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles nesta terça-feira (27), a possibilidade de uma nova indicação ocorre em meio às articulações políticas para o preenchimento de vagas no STF entre 2027 e 2030. Nesse período, Lula poderá ter a oportunidade de indicar três ministros, conforme as aposentadorias previstas para a Corte.
Rodrigo Pacheco aparece nas articulações para o STF
Com a perspectiva de novas vagas, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é citado por aliados como possível indicado de Lula para uma das cadeiras do Supremo. Pacheco é visto por parte do meio político como um nome capaz de dialogar com diferentes grupos e negociar apoio entre os parlamentares.
De acordo com interlocutores do presidente, a capacidade de articulação política de Pacheco poderia facilitar sua aprovação no Senado, mesmo diante de uma composição menos favorável ao governo.
As possíveis indicações, no entanto, dependem das decisões de Lula e do processo constitucional de escolha dos ministros do STF, que inclui a aprovação do Senado Federal.
