O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pediu, em mensagem publicada em inglês, que governos estrangeiros não reconheçam o resultado da eleição presidencial de 2026, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Irmão do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, Eduardo questionou a virada registrada no segundo turno e afirmou que novos fatos ainda precisariam ser esclarecidos.
Em VÍDEO publicado na rede social X, Eduardo contestou a diferença entre os resultados do primeiro e do segundo turno e criticou a decisão atribuída ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria prorrogado o horário de votação em duas horas.
“Não reconheçam estas eleições, porque ainda mais fatos estão surgindo agora”, declarou o ex-parlamentar, que está nos Estados Unidos.
Eduardo questiona a mudança na votação
Para sustentar suas alegações, Eduardo citou os resultados do primeiro turno, pesquisas eleitorais e a votação dos candidatos que ficaram fora da disputa final. Segundo ele, o aumento dos votos de Lula no segundo turno seria estatisticamente incompatível com os números anteriores.
O ex-deputado destacou as votações de Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury, que, somadas, ultrapassaram 9 milhões de votos na primeira etapa da eleição. Na avaliação apresentada por Eduardo, o crescimento da votação de Lula exigiria esclarecimentos.
Entretanto, a soma dos votos dos candidatos eliminados não demonstra, por si só, irregularidade eleitoral. No segundo turno, os eleitores podem mudar de preferência, deixar de votar ou optar por votos brancos e nulos. Para comprovar fraude, seria necessário apresentar evidências verificáveis de irregularidades, e não apenas comparar os totais entre as duas etapas.
Flávio Bolsonaro também contesta o resultado
Após a divulgação da vitória de Lula, Flávio Bolsonaro afirmou que considerava impossível reconhecer o resultado e anunciou a intenção de recorrer à Justiça para pedir a anulação da eleição.
O candidato do PL criticou a decisão relacionada à extensão do horário de votação e questionou a atuação do ministro Cristiano Zanin. Flávio também alegou que a medida teria alterado as regras durante o processo eleitoral.
Até que eventuais questionamentos sejam analisados pelas autoridades competentes, as declarações dos dois irmãos representam contestações políticas ao resultado. A existência de irregularidades capazes de alterar o resultado depende de apuração e comprovação pelas instâncias responsáveis.