A NVIDIA apresentou uma nova geração de computadores voltados à inteligência artificial que promete simplificar a montagem dos equipamentos e melhorar a eficiência dos sistemas. Batizado de Vera Rubin, o computador foi exibido pelo CEO da empresa, Jensen Huang, durante a conferência GTC, em Berlim, na quarta-feira (21).
“Este é o primeiro computador do mundo que nós criamos. Sem cabos. Sem fios. Resfriado 100% a líquido”, afirmou Huang ao apresentar o equipamento no palco. Durante a demonstração, o executivo retirou uma das bandejas do sistema e declarou que o Vera Rubin já está em plena produção.
Montagem passa de duas horas para menos de cinco minutos
Segundo Huang, a geração anterior, chamada Grace Blackwell, exigia cerca de duas horas para a montagem de uma unidade. O processo envolvia diversos cabos e fios, além de um sistema de resfriamento que utilizava líquidos em aproximadamente 80% da estrutura.
Com o Vera Rubin, a NVIDIA afirma ter reduzido o tempo de montagem para menos de cinco minutos. A mudança foi possível, segundo a apresentação, pela substituição dos cabos internos por conectores de encaixe, que simplificam a instalação dos componentes.
“Uma conquista incrível, incrível”, declarou Huang ao destacar os avanços do novo sistema.
Como funciona o computador sem cabos?
A expressão “sem cabos” se refere especificamente à bandeja de computação do Vera Rubin. Diferentemente das gerações anteriores, ela utiliza conectores de encaixe para interligar os componentes internamente, dispensando os cabos utilizados nessas conexões.
A bandeja também não precisa de mangueiras ou ventoinhas próprias, segundo a NVIDIA. O sistema é projetado para operar com resfriamento totalmente líquido, uma característica importante para equipamentos que executam tarefas intensivas de inteligência artificial.
Isso não significa, porém, que o computador funcione sem qualquer conexão externa. O equipamento continua precisando ser ligado à alimentação elétrica e à rede do rack onde está instalado.
NVIDIA aposta em eficiência para a inteligência artificial
A redução do tempo de montagem e a simplificação das conexões podem trazer benefícios para a fabricação, a confiabilidade e a manutenção dos equipamentos, conforme destacou o CEO da empresa.
O Vera Rubin faz parte da estratégia da NVIDIA para atender à crescente demanda por capacidade computacional destinada à inteligência artificial. Sistemas desse tipo são utilizados em tarefas como treinamento de modelos, processamento de grandes volumes de dados e execução de aplicações avançadas de IA.
A empresa aposta na combinação de maior integração dos componentes e resfriamento líquido para desenvolver infraestruturas capazes de sustentar cargas de trabalho cada vez mais exigentes.