Caso vença o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) poderá se tornar o primeiro presidente da República na história do Brasil a ser filho de um ex-chefe de Estado eleito pelo voto popular para o cargo.
Um precedente histórico semelhante ocorreu durante o período imperial, quando Dom Pedro II assumiu o trono brasileiro em 1840, sucedendo o pai, Dom Pedro I, que havia abdicado em 1831. Na época, porém, o Brasil era uma monarquia, e a sucessão ao trono seguia regras hereditárias, diferentes do sistema eleitoral republicano atual.
Durante o Império, entre 1822 e 1889, o poder Executivo era exercido pelo imperador. O sistema político também previa a escolha de representantes para a Câmara dos Deputados e o Senado, mas o direito ao voto era restrito por critérios legais, incluindo exigências de renda em determinadas eleições.
A monarquia chegou ao fim em 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República. A mudança encerrou o regime de sucessão hereditária no comando do país e estabeleceu um sistema republicano, posteriormente organizado sob a forma federativa.
Desde então, a Presidência da República passou a ser ocupada por meio de processos políticos e eleitorais, sem transmissão hereditária do cargo. Nesse contexto, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro representaria um marco histórico pela relação familiar direta com um ex-presidente da República.
O senador é filho de Jair Bolsonaro, que governou o Brasil entre 2019 e 2022. A possibilidade de Flávio assumir a Presidência, entretanto, depende do resultado do segundo turno das eleições de 2026.
