O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 80% de probabilidade de vencer o segundo turno da eleição presidencial no Brasil, contra 20% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo dados do Polymarket divulgados na manhã desta quarta-feira (21). A votação está marcada para domingo (25).
Por volta das 8h50, no horário de Brasília, a plataforma indicava vantagem de 60 pontos percentuais para o candidato do PL. Na terça-feira (20), a probabilidade atribuída a Flávio era de 77%.
O Polymarket é um mercado de previsões que permite aos usuários negociar contratos vinculados a possíveis resultados de acontecimentos futuros, incluindo eleições, indicadores econômicos e eventos internacionais. Seus percentuais refletem as expectativas dos participantes e não equivalem a uma pesquisa de intenção de voto.
Flávio chegou a quase 90% no Polymarket
Segundo os dados citados pela Revista Oeste, a probabilidade de vitória de Flávio chegou perto de 90% na primeira semana após o primeiro turno. No início de setembro, Lula ainda aparecia à frente na plataforma.
Na semana anterior à divulgação dos novos números, o presidente havia recuperado parte das chances atribuídas a ele no mercado de previsões, em meio à redução da diferença entre os candidatos em alguns levantamentos eleitorais. Mesmo assim, Flávio continuou à frente no Polymarket.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, segundo os números apresentados pela publicação, enquanto Lula obteve 45,16%.
Pesquisas também indicam disputa acirrada
Levantamentos eleitorais citados pela Revista Oeste apontaram vantagem de Flávio em diferentes cenários de segundo turno. Na pesquisa BTG/Nexus, o candidato do PL registrou 50,3% dos votos válidos, ante 49,7% de Lula.
Já o PoderData/Aya indicou Flávio com 52%, contra 48% do presidente. Em levantamentos divulgados na terça-feira (20), o Real Time Big Data apresentou os mesmos percentuais, enquanto a Alfa Inteligência registrou 51,5% para Flávio e 48,5% para Lula.
Os resultados devem ser interpretados considerando as metodologias e as margens de erro de cada pesquisa. A vantagem apontada por esses levantamentos não elimina a possibilidade de um resultado diferente nas urnas.
Mercado financeiro acompanha cenário eleitoral
A disputa presidencial também é acompanhada por investidores diante das possíveis mudanças na política econômica a partir de janeiro de 2027.
Segundo a análise publicada pela Revista Oeste, parte dos agentes econômicos espera que um eventual governo de Flávio Bolsonaro priorize o ajuste fiscal, a contenção das despesas públicas e medidas para reduzir a dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Entre as propostas e expectativas mencionadas estão uma reforma administrativa, novas mudanças previdenciárias e possíveis efeitos sobre a taxa básica de juros, a Selic. Essas medidas, porém, dependem das decisões de um eventual novo governo e das condições econômicas futuras.
O percentual de 80% registrado no Polymarket indica o favoritismo de Flávio entre os participantes desse mercado de previsões, mas não determina o resultado da eleição.
