A chuva de meteoros Orionídeas poderá ser observada em todo o território brasileiro na madrugada desta quarta-feira (21), aproximadamente a partir da 1h40 até o amanhecer. Segundo a International Meteor Organization (IMO), o fenômeno deve atingir o pico com uma taxa de 20 ou mais meteoros por hora, oferecendo a oportunidade de acompanhar riscos luminosos cruzando o céu.
Os meteoros parecem surgir da direção da constelação de Órion, que abriga as famosas Três Marias. Durante a passagem, os fragmentos entram na atmosfera terrestre em alta velocidade, provocando rastros luminosos que podem ser vistos a olho nu.
De acordo com o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss e parceiro do Observatório Nacional (ON/MCTI), os meteoros podem atingir velocidades de até 66 quilômetros por segundo. Alguns deles também podem deixar trilhas luminosas visíveis por alguns instantes.
As condições de observação devem ser favorecidas pelo pôr da Lua, previsto para ocorrer por volta da meia-noite. Com o céu mais escuro, a visualização dos meteoros poderá ficar mais fácil durante a madrugada, especialmente em locais com pouca iluminação artificial.
Fenômeno tem origem no cometa Halley
A chuva de meteoros Orionídeas é provocada por fragmentos deixados pelo cometa Halley, que passa pelas proximidades da Terra a cada 75 ou 76 anos. Quando esses detritos entram na atmosfera terrestre, eles se aquecem e produzem os rastros luminosos observados no céu.
As Orionídeas são uma das duas chuvas de meteoros associadas ao cometa Halley. A outra é a Eta Aquáridas, que ocorre em maio.
Como observar a chuva de meteoros
Para aumentar as chances de observar o fenômeno, a recomendação é procurar um local aberto, afastado de postes, prédios iluminados e outras fontes de luz artificial. Também é importante permitir que os olhos se adaptem à escuridão e observar uma área ampla do céu, sem a necessidade de equipamentos especiais.
Embora a chuva possa ser vista em todo o Brasil, a quantidade de meteoros observados dependerá das condições meteorológicas, da poluição luminosa e da visibilidade do céu em cada região.