A empresária e lobista Roberta Luchsinger criticou mulheres ligadas a movimentos feministas e afirmou não ter recebido apoio durante o período em que passou a ser investigada pela Polícia Federal (PF). Em vídeos publicados nos Stories do Instagram nesta segunda-feira (19), ela disse que algumas das mulheres que agora a criticam frequentavam sua casa, em Brasília, e procuravam sua ajuda.
Segundo Roberta, desde dezembro, quando começou o que ela descreve como um processo injusto, não recebeu manifestações de solidariedade de representantes de movimentos de mulheres nem de primeiras-damas. Ela afirmou que apenas amigas próximas entraram em contato.
“Eu não tive nem a mão para segurar, quanto mais para largar”, declarou.
A lobista também disse que algumas das mulheres que hoje a criticam já teriam procurado ajuda financeira para movimentos sociais. Para ela, a postura revela uma contradição entre o discurso público de defesa dos direitos das mulheres e o tratamento dado a quem enfrenta uma situação de vulnerabilidade.
Roberta ressaltou que é investigada, mas ainda não foi condenada, e afirmou que está colaborando com a Justiça. Ela também relatou sofrer ameaças e ataques e manifestou preocupação com a segurança das filhas.
Roberta questiona discurso de sororidade
Em outra publicação, a empresária voltou a criticar mulheres que, segundo ela, defendem publicamente a sororidade, mas atacam outras mulheres em momentos difíceis.
“É impressionante a hipocrisia de certas mulheres que vivem levantando bandeira da defesa das mulheres, mas são as primeiras a atacar, humilhar e tentar destruir outra mulher”, escreveu.
Roberta afirmou que ela e as filhas enfrentam um período difícil e pediu que seu silêncio não seja interpretado como fraqueza. “Só não confundam o meu silêncio com a fraqueza, nem subestimem a força de uma mãe disposta a enfrentar o que for necessário para proteger suas filhas”, declarou.
A lobista também disse que continuará se manifestando sobre o caso. “Com a verdade eu comecei e com a verdade eu vou até o fim. Doa quem doer”, afirmou.
As publicações ocorreram um dia depois de Roberta ter acusado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de mentir sobre a relação dela com o governo e com seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A manifestação aconteceu durante o debate presidencial da Band, no domingo (18), quando Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações sobre o caso.
Roberta é investigada pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência. As críticas que fez a outras mulheres e as afirmações sobre suas relações com integrantes do governo são declarações da própria lobista e não constituem, por si só, comprovação das acusações.