O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (12) que visitará o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na terça-feira (13). O reencontro foi anunciado após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a retomada das visitas, suspensas por 90 dias.
Acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, Flávio falou sobre a expectativa de rever o pai durante uma declaração após participar de uma missa na Catedral de Brasília. Segundo o senador, os dois estão há mais de três meses sem se encontrar.
“Estou ansioso, há mais de três meses sem poder vê-lo por uma decisão obviamente sem critério nenhum, sem nenhuma humanidade, sem nenhum amparo legal”, declarou Flávio, que atribuiu a restrição a uma tentativa de afastar Jair Bolsonaro da disputa política.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles nesta segunda-feira (12), o candidato também afirmou que deseja saber como está o estado emocional do ex-presidente, já que, segundo ele, tem recebido notícias por intermédio de outras pessoas.
“Espero olhar no olho dele e esperar que ele esteja feliz”, disse.
Por que as visitas foram suspensas?
A restrição foi determinada por Moraes em julho, depois que Flávio publicou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai. Na ocasião, o ministro entendeu que a divulgação descumpria as medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, que está proibido de utilizar redes sociais diretamente ou por meio de terceiros.
A suspensão das visitas por 90 dias foi encerrada em outubro. Com o término do prazo, Moraes autorizou a retomada dos encontros, mantendo as restrições que impedem visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação pública de manifestações políticas do ex-presidente.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
A autorização permite a retomada do contato familiar, mas não elimina as demais medidas judiciais impostas ao ex-presidente.
