O Partido Liberal (PL) não pretende, neste momento, apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados em 2027. A sigla considera a possibilidade de negociar apoio a outro candidato ao comando da Casa para concentrar esforços na disputa pela presidência do Senado, com o senador Rogério Marinho (PL-RN) como principal nome do partido.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil nesta segunda-feira (12), integrantes do PL avaliam que será difícil para a legenda conquistar simultaneamente as presidências da Câmara e do Senado. Por isso, a direção partidária está aberta a construir acordos com outras forças políticas, incluindo partidos do Centrão, para ampliar as chances de eleger Marinho ao comando do Senado.
Embora parlamentares como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), atual líder da bancada, tenham interesse em presidir a Câmara futuramente, a prioridade do grupo bolsonarista, neste momento, é conquistar espaço no Senado.
Impeachment de ministros do STF está entre as prioridades
A preferência pelo Senado está relacionada à estratégia defendida por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O grupo considera a Casa fundamental para avançar com pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesse cenário, integrantes do PL demonstram resistência à candidatura de Hugo Motta e criticam seu posicionamento político diante da disputa presidencial de 2026. Segundo a avaliação de bolsonaristas, não há disposição da bancada para apoiar a permanência do deputado paraibano no comando da Câmara.
Posição de Hugo Motta amplia divergências
O distanciamento também está relacionado à posição de Hugo Motta em relação à eleição presidencial. O deputado apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manteve esse alinhamento mesmo depois de o Republicanos declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno.
Apesar das divergências com o PL, o Republicanos pretende continuar apoiando a recondução de Motta à presidência da Câmara em 2027, inclusive diante da possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.
As articulações ainda estão em andamento, e a definição dos apoios dependerá das negociações entre os partidos e das alianças construídas para a próxima legislatura.
