A equipe jurídica do senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, neste domingo (11), uma notícia-crime à Justiça Eleitoral contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A defesa pede a abertura de uma investigação para apurar se a estrutura da corporação foi utilizada “em benefício de partido político” durante o primeiro turno das eleições.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles neste domingo (11), a iniciativa tem como base uma coletiva de imprensa concedida por Rodrigues em 4 de outubro, enquanto a votação ainda estava em andamento.
Na ocasião, o diretor-geral afirmou que a PF havia recebido uma “representação da Advocacia-Geral da União sugerindo a apuração de interferência externa”. Ele também declarou que havia “uma investigação em curso”, embora ainda não existisse um inquérito formal instaurado.
Segundo informações publicadas pelo Metrópoles, a Polícia Federal analisava uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras a partir de uma representação apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Três dias depois da coletiva, no entanto, a corporação arquivou a apuração preliminar por falta de indícios mínimos de crime.
A defesa de Flávio Bolsonaro solicita que a Justiça Eleitoral apure as circunstâncias da manifestação pública do diretor-geral e verifique se houve uso indevido da estrutura da Polícia Federal com finalidade político-partidária. A apresentação da notícia-crime não significa, por si só, que tenha sido comprovada qualquer irregularidade.
