Relatos atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro apontam possíveis pagamentos ilícitos relacionados a negociações para obter acesso a recursos de fundos de pensão de servidores federais. As informações foram publicadas pela revista VEJA, que afirma ter tido acesso a áudios e documentos sobre o caso.
Segundo a publicação, Vorcaro declarou ter negociado repasses com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT). A suposta negociação teria como objetivo facilitar o acesso aos recursos de entidades de previdência ligadas a servidores públicos.
Relato menciona pagamentos em dinheiro vivo
Entre os valores citados pelo banqueiro está um suposto pagamento de R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto. De acordo com o relato, o dinheiro seria destinado a despesas de produção de um documentário sobre a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva no exterior.
Vorcaro também teria mencionado outro repasse à instituição, sem especificar o valor. As informações, segundo a VEJA, foram incluídas em documentos encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR).
PGR não deu prosseguimento ao caso
Conforme a reportagem, a PGR optou por não avançar com a apuração dos relatos, sob o entendimento de que faltavam elementos materiais para comprovar os supostos pagamentos, que teriam sido realizados em dinheiro vivo.
A defesa de Vorcaro, por sua vez, contestou essa avaliação e afirmou que haveria elementos para sustentar as declarações do banqueiro. Entre os materiais mencionados estão conversas pelo WhatsApp, registros de identificação de pessoas que teriam retirado os valores e informações sobre os locais e as rotas utilizadas nas supostas entregas.
As informações divulgadas dizem respeito a alegações atribuídas a Vorcaro. A existência dos relatos e dos materiais citados não comprova, por si só, que os pagamentos ocorreram ou que os envolvidos cometeram irregularidades.
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