O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, negou a existência de qualquer acordo político entre o candidato e o ex-presidente Michel Temer (MDB) que tenha como objetivo preservar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração foi dada à coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, após integrantes do PT avaliarem que o apoio de Temer a Flávio Bolsonaro no segundo turno poderia estar relacionado a um eventual acordo para proteger Moraes. O ministro do STF foi indicado ao tribunal por Temer durante seu governo.
“Nas conversas que nós tivemos, não existe nenhuma palavra de acordo. Não queremos vingança contra ninguém, mas não seremos omissos”, afirmou Marinho.
Segundo o senador, a tese de um eventual acordo seria uma tentativa do PT de alterar o debate político após o resultado do primeiro turno. Marinho também fez críticas à atuação do STF e afirmou que, na avaliação dele, a Corte teria influenciado o cenário eleitoral. Essas declarações refletem a posição do coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro.
Marinho também afirmou que a campanha não pretende adotar uma postura de retaliação e disse que o objetivo de Flávio seria “olhar para frente”. Ao comparar o posicionamento do candidato com declarações anteriores de Luiz Inácio Lula da Silva sobre o ex-juiz Sergio Moro, o senador afirmou que o petista estaria mais voltado ao passado.
“Lula tem um retrovisor maior que para-brisas. Só vive olhando pro passado. Nós não. Queremos reconstruir o país, reconciliar o povo”, declarou.
Apesar da vantagem obtida por Flávio Bolsonaro no primeiro turno, Marinho afirmou que a campanha não considera a disputa definida e disse ser necessário não subestimar Lula e o PT. O senador também criticou o que chamou de disseminação de notícias falsas por parte dos adversários.
Ao comentar a atuação da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, Marinho afirmou, em tom de ironia, que ela estaria contribuindo para a campanha de Flávio ao fazer críticas à direita.
“Ela é a nossa grande cabo eleitoral. Ela e ele (Lula), aliás”, disse o senador.
As declarações foram dadas no contexto da disputa presidencial em segundo turno e representam a posição do coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. Não há, até o momento, confirmação pública de que exista um acordo político entre Flávio Bolsonaro e Michel Temer envolvendo Alexandre de Moraes.
