Com a eleição de Sergio Moro (PL) para o Governo do Paraná, a cadeira do senador no Congresso será ocupada pelo primeiro suplente da chapa, o advogado Luis Felipe Cunha (União Brasil). Moro foi eleito governador do estado no primeiro turno, com 3.127.911 votos, e deixará o Senado para assumir o comando do Executivo paranaense em 2027.
Cunha tem 47 anos e assumirá o primeiro cargo político da carreira. Natural de São Paulo, ele mora em Curitiba desde 1994. É formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), onde também concluiu mestrado em Direito Econômico e Social. O advogado foi professor universitário e atuou durante nove anos no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB do Paraná.
Ele integrou a chapa de Moro nas eleições de 2022, quando o atual governador eleito foi escolhido senador. A composição recebeu 1.953.159 votos, equivalentes a 33,5% dos votos válidos. O segundo suplente da chapa é Ricardo Guerra, também do União Brasil.
A relação entre Moro e Cunha é anterior à chegada do advogado ao Senado. Cunha participou da organização da campanha de Moro em 2022 e posteriormente passou a atuar na articulação política do senador no Paraná.
Quando Cunha assume
Apesar da eleição para o governo estadual, Moro afirmou nesta segunda-feira (5) que pretende retornar a Brasília ainda nesta semana para continuar exercendo o mandato de senador e que não pretende se licenciar durante o período de transição.
Com isso, Luis Felipe Cunha deverá assumir efetivamente a cadeira no Senado a partir de 2027, quando Moro deixar o Congresso para tomar posse como governador do Paraná. O mandato original de Moro no Senado vai até 2031.
Em entrevista à RPC, Cunha afirmou que pretende trabalhar em conjunto com Moro e com os demais representantes do Paraná no Senado para buscar recursos e defender interesses do estado. A partir de 2027, o Paraná deverá ter Cunha, Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) como seus três representantes na Casa, embora a situação da eleição de Dallagnol ainda esteja sob análise da Justiça Eleitoral.
A mudança fará com que o Paraná tenha uma nova composição completa no Senado a partir da próxima legislatura. Além da saída de Moro, Oriovisto Guimarães e Flávio Arns também deixarão a Casa ao final dos atuais mandatos.