O Partido Liberal (PL), legenda do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e do ex-presidente Jair Bolsonaro, elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados nas eleições deste domingo (4). A sigla terá 121 deputados na próxima legislatura, que começa em fevereiro de 2027. Em 2022, o partido havia elegido 97 parlamentares, o que representa um aumento de 24 cadeiras.
O resultado amplia o peso do PL nas negociações dentro da Câmara e ocorre em meio ao crescimento da representação de partidos de direita no Congresso. A segunda maior força será a federação PT-PCdoB-PV, com 88 deputados, dos quais 70 pertencem ao PT.
Entre os demais partidos, o União Progressista, federação formada por União Brasil e PP, terá 87 cadeiras. O PSD ficará com 43 deputados, o Republicanos com 41 e o MDB com 36. O Podemos terá 27 parlamentares, enquanto PSB e PSOL/Rede terão 15 cada.
Novo dobra de tamanho
Em termos proporcionais, um dos maiores crescimentos foi registrado pelo Novo. A legenda passou de três deputados eleitos em 2022 para dez em 2026, mais que triplicando o número de cadeiras conquistadas na eleição anterior.
O tamanho das bancadas influencia a participação dos partidos na estrutura do Legislativo e nas negociações para a composição das mesas diretoras e das comissões. A representação parlamentar também é considerada na distribuição de recursos do Fundo Partidário e no cálculo do tempo destinado à propaganda partidária e eleitoral, conforme as regras estabelecidas pela legislação.
PL também cresce no Senado
No Senado, o PL também conquistou a maior bancada para a próxima legislatura. A legenda elegeu 19 novos senadores e chegará a 28 parlamentares a partir de 2027. É a maior representação partidária inicial na Casa desde a Constituição de 1988.
O PT elegeu seis novos senadores e permanecerá com nove representantes no Senado, considerando os parlamentares que já tinham mandato e os eleitos neste ano.
A nova composição aumenta o peso do PL nas negociações para a escolha da Presidência do Senado e para a definição das pautas da Casa. Entre os nomes cotados para disputar o comando do Senado está o senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN).
A nova configuração do Congresso tomará posse em fevereiro de 2027 e será responsável pelas votações e negociações legislativas durante a próxima legislatura.