Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá no primeiro turno das eleições de 2026. O ex-prefeito de Macapá recebeu 281.595 votos, o equivalente a 62,75% dos votos válidos, e superou o atual governador, Clécio Luís (União Brasil), que terminou a disputa com 36,97%. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles neste domingo (04), A eleição representa uma derrota eleitoral para o grupo político do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que apoiava a candidatura de Clécio ao governo estadual. Furlan e Alcolumbre são adversários políticos no estado.
O resultado também ocorre em meio a uma disputa judicial envolvendo o registro da candidatura de Furlan. Em setembro, o ministro Dias Toffoli, relator do processo no TSE, votou pelo indeferimento do registro. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro André Mendonça. O TSE, contudo, manteve Furlan na disputa durante a eleição, e ele acabou eleito.
Após a confirmação da vitória, Alcolumbre reconheceu o resultado das urnas e afirmou ter “serenidade para reconhecer a vontade popular e responsabilidade para continuar defendendo aquilo em que acreditamos”.
“Seguiremos trabalhando para que o nosso estado tenha um futuro de desenvolvimento, segurança e oportunidades para todos. O Amapá nasceu para ser gigante. E ninguém, absolutamente ninguém, tirará esse futuro do nosso povo”, declarou o senador.
Resultado também afeta disputa pelo Senado
A eleição para o governo não foi o único resultado desfavorável ao grupo de Alcolumbre. Na disputa pelas duas vagas do Amapá no Senado, Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) ficaram nas primeiras posições.
O senador Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso e aliado político de Alcolumbre, terminou em terceiro lugar e não conseguiu a reeleição.
Com a vitória de Furlan para o governo e a eleição de dois nomes ligados ao seu grupo para o Senado, o resultado altera a composição das principais forças políticas do Amapá.
A avaliação de que a derrota de Clécio poderá enfraquecer Alcolumbre nas articulações para a eleição da Presidência do Congresso em 2027 ou em uma eventual disputa ao Senado em 2030 é uma interpretação do cenário político, e não um efeito eleitoral automático. O senador, por sua vez, permanece presidente do Congresso até o fim de seu atual mandato à frente da Casa.
