A poucos dias da eleição, o senador Carlos Viana segue entre os principais nomes da disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado, sustentando presença competitiva em levantamentos de metodologias diferentes.
O histórico recente do Instituto Veritá mostra essa consistência. Em uma das rodadas, Viana alcançou 30,8% e apareceu em liderança isolada. No levantamento seguinte, realizado entre 20 e 24 de setembro, ele permaneceu nominalmente na primeira colocação da primeira intenção de voto, com 25,1% dos votos válidos. Relatório Minas Gerais 24 de setembro de 2026.pdf
Na consolidação dos dois votos feita pelo próprio Veritá, Viana atingiu 32,3% das menções, permanecendo dentro do núcleo competitivo pelas duas cadeiras mineiras. O levantamento ouviu 2.030 eleitores, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e confiança de 95%. Relatório Minas Gerais 24 de setembro de 2026.pdf
A leitura ganha outro componente com a pesquisa IDEIA/Rede 98, que separa primeiro e segundo votos e mostra Viana com desempenho expressivo como segunda escolha. Embora as metodologias não permitam comparar diretamente os percentuais entre os institutos, o conjunto das pesquisas revela uma característica relevante: Viana aparece competitivo tanto como voto principal quanto como opção complementar do eleitor, aspecto especialmente importante em uma eleição com duas vagas para o Senado.
Além da disputa eleitoral, Viana chega à reta final carregando como uma das marcas recentes do mandato a presidência da CPMI do INSS, criada para investigar os descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. O Senado registra oficialmente que a comissão foi presidida pelo parlamentar mineiro e teve como finalidade investigar as fraudes envolvendo esses benefícios.
Durante os trabalhos, a CPMI aprovou pedidos de prisão preventiva, quebras de sigilo e outras medidas de investigação. Em setembro de 2025, por exemplo, o colegiado solicitou ao STF a prisão preventiva de 21 investigados; em fevereiro de 2026, aprovou outros seis pedidos de prisão. A Polícia Federal também realizou prisões relacionadas às investigações, enquanto decisões do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal, determinaram compartilhamento de provas entre a CPMI e a PF em desdobramentos do caso.
As apurações trataram de um esquema cujo volume de descontos indevidos foi estimado pela Polícia Federal em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Paralelamente às investigações, o INSS implantou o processo de ressarcimento administrativo aos beneficiários prejudicados, que já havia devolvido aproximadamente R$ 2,9 bilhões a 4,2 milhões de aposentados e pensionistas até fevereiro de 2026.
Nesse ambiente, Viana chega aos últimos dias de campanha com dois elementos objetivos em evidência: uma sequência de pesquisas que o mantém no núcleo competitivo da eleição mineira e a exposição nacional decorrente de sua atuação à frente da principal comissão parlamentar dedicada às fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.
Com a votação marcada para domingo, 4 de outubro, a disputa permanece aberta, mas os levantamentos mostram Carlos Viana presente entre os nomes que concorrem diretamente às duas cadeiras de Minas Gerais no Senado.
