O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comentar o preço dos alimentos e afirmou que, caso o consumidor não tenha dinheiro para comprar carne, pode optar por ovos ou salada. A declaração ocorreu durante entrevista ao Flow Podcast, na quinta-feira (1º), após ser questionado sobre a promessa feita na campanha de 2022 de que os brasileiros voltariam a comer picanha.
Segundo informações de Pleno News, o apresentador Igor Coelho lembrou a declaração anterior do presidente e questionou Lula sobre a situação atual dos preços.
“Não tem carne, come ovo”, e o senhor estava dizendo lá em 2022 que a gente ia comer picanha. Comenta um pouco isso pra gente?
Em resposta, Lula afirmou que o brasileiro conhece a própria realidade financeira e citou a época em que trabalhava como metalúrgico.
“É simples, o povo brasileiro sabe a vida dele como é que é. Sabe, se não tiver dinheiro para comprar carne, a gente compra ovo, se não tem ovo, a gente compra salada. Eu trabalhei 27 anos dentro de uma fábrica e várias vezes eu fui almoçar a minha marmita feijão e arroz sem ovo.”
O presidente também contou que, em algumas ocasiões, levava um ovo preparado em casa para complementar a refeição.
Lula reconhece alta dos alimentos
Durante a entrevista, Lula reconheceu que os preços dos alimentos estão elevados e voltou a comparar o cenário atual com o período do governo de Jair Bolsonaro (PL), afirmando que a inflação naquele período era maior.
A declaração sobre carne e ovos não foi a primeira feita pelo presidente neste ano. Em 11 de setembro, durante um comício em Porto Alegre (RS), Lula também falou sobre o aumento do custo de vida e afirmou que, na ausência de carne, o consumidor poderia comer ovo.
Na ocasião, ele mencionou ainda a produção brasileira de ovos e relembrou novamente o período em que levava marmita com arroz e feijão.
“Se não tem carne, a gente come ovo. Se não tem ovo, a gente come carne. Mas quando não tem os dois, a gente come o que eu comia, quando eu levava marmita feijão e arroz puro porque não tinha mistura.”
A fala de setembro foi posteriormente utilizada em uma propaganda de Flávio Bolsonaro (PL), que contrapôs o trecho à declaração de Lula sobre a volta do consumo de picanha. O PT acionou o TSE questionando o uso do vídeo.
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