O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, desistiu de apresentar um novo recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar participar do debate presidencial da TV Globo, marcado para esta quinta-feira (1º).
A decisão foi tomada após a ministra Cármen Lúcia negar o pedido para incluir o candidato no encontro. A campanha avaliou que não haveria tempo hábil para que um eventual recurso fosse analisado pelo plenário do STF antes do início do debate.
Segundo a coordenação da campanha, Renan ainda tentaria negociar sua participação diretamente com a emissora. Caso não houvesse mudança, a equipe planejava realizar um protesto em frente à sede da Globo durante a transmissão. A possibilidade foi confirmada pelo deputado federal Kim Kataguiri, um dos coordenadores da campanha.
Antes de recorrer ao STF, o Missão havia acionado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que também negou o pedido. Na sequência, a campanha apresentou uma ADPF ao Supremo. Cármen Lúcia entendeu que a ação não era o instrumento adequado para tratar do caso e destacou que questões eleitorais específicas são de competência da Justiça Eleitoral.
O partido havia argumentado que Renan apresentava desempenho superior ao de Romeu Zema (Novo) em pesquisas eleitorais e, por isso, deveria ter participação no debate. A legislação eleitoral estabelece critérios relacionados à representação dos partidos no Congresso para a participação obrigatória de candidatos em debates.
Com a decisão, o debate da Globo deve reunir Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), conforme a programação divulgada para o encontro.
