A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) chamou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro de “covarde” após ser alvo de ataques nas redes sociais. Em um vídeo publicado na internet, o ex-parlamentar chamou Tebet de “vassala do Lula” e afirmou que ela “se prostitui por cargo”.
As declarações ocorreram depois de Tebet criticar a decisão de Ricardo Salles (Novo) de desistir da candidatura ao Senado por São Paulo. Salles anunciou a retirada da disputa na segunda-feira (28) e declarou apoio aos candidatos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
No vídeo, Eduardo Bolsonaro defendeu a decisão de Salles e afirmou que o ex-ministro teria deixado a disputa para evitar uma divisão dos votos do campo da direita. Ao comentar a candidatura de Tebet, fez os ataques direcionados à candidata.
Tebet respondeu às declarações e afirmou que não pretende se intimidar. “É um covarde que ataca protegido pela distância e por um exército digital propagador de discurso de ódio”, declarou. A candidata também afirmou que não aceitará que mulheres sejam silenciadas dessa maneira.
A campanha de Tebet informou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral para pedir a remoção do vídeo publicado nas plataformas digitais. Os advogados também protocolaram uma notícia-crime no Ministério Público Eleitoral (MPE), solicitando a apuração do caso como possível violência política contra a mulher.
A equipe da candidata ainda citou a recente condenação de Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em uma ação movida pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
Segundo o STF, o ex-deputado foi condenado por difamação após publicações feitas em 2021 nas quais relacionou um projeto de lei de Tabata sobre distribuição de absorventes a supostos interesses de empresários. A pena foi fixada em um ano de detenção, em regime inicial aberto, além de 39 dias-multa, cada um no valor de dois salários mínimos.
O julgamento terminou com maioria pela condenação. Ficaram vencidos os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, que entenderam que as declarações estavam protegidas pela imunidade parlamentar.
O episódio entre Tebet e Eduardo Bolsonaro ocorre em meio à disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado e à reorganização das candidaturas após a saída de Salles da corrida eleitoral.
