O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) colocou a defesa do fim da escala 6×1 no centro de sua campanha ao Senado por Minas Gerais, adotando uma pauta que também é defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)durante a disputa eleitoral.
Nas redes sociais e em agendas de campanha, o tucano afirma que, se for eleito senador, trabalhará pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1. <Cite ref=”turn0search36″/>
Aécio votou a favor da PEC na Câmara
A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio deste ano e agora aguarda análise do Senado.
Quando o texto foi votado na Câmara, Aécio integrou a maioria favorável à PEC. O projeto recebeu 461 votos a favor e 19 contrários. Desde então, o parlamentar tem destacado seu apoio à medida como parte de sua campanha ao Senado.
Proposta virou tema da campanha
A estratégia do deputado é associar sua candidatura a uma proposta que tem ampla repercussão entre os eleitores. Levantamento do Datafolha apontou que 71% dos brasileiros apoiam a PEC que prevê a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
Aécio afirma que continuará defendendo a aprovação da proposta caso conquiste uma vaga no Senado.
Disputa ao Senado segue acirrada em Minas
Na corrida por uma vaga no Senado em Minas Gerais, o tucano aparece em empate técnico com os principais adversários, segundo o último levantamento do Datafolha.
A pesquisa mostra:
- Marília Campos (PT): 13%
- Aécio Neves (PSDB): 11%
- Carlos Viana (PSD): 11%
Os números estão dentro da margem de erro do levantamento.
Rival histórico do PT
A defesa da PEC chama atenção porque Aécio é um dos principais adversários históricos do PT.
Em 2014, ele disputou a Presidência da República contra Dilma Rousseff (PT) e foi derrotado no segundo turno. Após a eleição, contestou o resultado e fez críticas ao processo eleitoral.
Dois anos depois, já como senador, Aécio também votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, aprovado pelo Senado em 2016.
Agora, na disputa pelo Senado em 2026, o parlamentar passou a defender uma proposta que também integra a agenda de campanha do presidente Lula e de candidatos petistas.
