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Início STF

Servidor do Planalto compartilha post que pedia divulgação de boato contra Flávio Bolsonaro

Por Junior Melo
26/set/2026
Em STF
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O coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, George Marques, compartilhou nesta sexta-feira (25) uma publicação que defendia a continuidade da divulgação de uma informação falsa envolvendo o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.

A mensagem compartilhada pedia que usuários mantivessem em circulação a alegação de que Flávio e o PL seriam favoráveis à retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil. A publicação foi posteriormente apagada. O episódio foi inicialmente noticiado pelo Poder360.

Ao Poder360, Marques afirmou que não concorda com o conteúdo e disse não se lembrar de ter feito a republicação. Segundo ele, caso o compartilhamento tenha ocorrido, teria sido um erro involuntário.

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“Não penso isso e essa afirmação não representa minha posição”, declarou Marques, segundo o Poder360.

O servidor também afirmou que seu perfil no X é de caráter pessoal e voltado a política e humor.

TSE manda retirar publicações sobre Nossa Senhora

No mesmo dia, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que plataformas como X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube removessem conteúdos que atribuíssem a Flávio Bolsonaro ou a integrantes de sua família a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Na decisão, Mendonça classificou como “notoriamente inverídica” a afirmação de que Flávio ou seus familiares teriam proposto, articulado, apoiado ou pretendido promover essa mudança.

Segundo dados apresentados pela defesa de Flávio ao TSE, foram identificadas 2.086 publicações em 1.674 contas, com mais de 21 milhões de visualizações, aproximadamente 1,49 milhão de curtidas e 312 mil compartilhamentos.

De onde surgiu a história?

A narrativa recuperou um antigo projeto apresentado em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli. A proposta pretendia alterar a legislação que estabelece 12 de outubro como feriado nacional em homenagem a Nossa Senhora Aparecida.

O texto propunha substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara em 2008 e acabou arquivada naquele ano.

Não há, no projeto mencionado, participação de Flávio Bolsonaro, que à época sequer era deputado federal. O TSE também não encontrou base para atribuir ao atual candidato ou à sua família a defesa daquela proposta.

Flávio nega intenção de mudar título

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro negou que tenha intenção de alterar o título de Nossa Senhora Aparecida e afirmou respeitar todas as religiões, além das pessoas que não professam nenhuma religião.

A defesa do candidato levou o caso à Justiça Eleitoral diante da propagação da narrativa nas redes. A decisão de Mendonça determinou não apenas a retirada das publicações identificadas, mas também medidas para impedir a replicação da mesma alegação em outros formatos.

A Secom foi procurada para informar se pretende se manifestar sobre o compartilhamento feito por George Marques, mas não havia apresentado resposta até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

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