O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou pelo menos dois pedidos de organizações internacionais que pretendiam acompanhar as eleições brasileiras de 2026 na condição de missões internacionais de observação eleitoral.
Uma das entidades impedidas de participar é a Transparencia Electoral, sediada em Buenos Aires, na Argentina. A organização afirma atuar na promoção da integridade e da transparência dos processos eleitorais na América Latina.
O segundo pedido recusado foi apresentado pelo grupo espanhol Eurolat Global Democracy Forum, com sede na Espanha.
TSE estabelece critérios para observadores
Segundo fontes da Justiça Eleitoral, o TSE entende que as missões de observação precisam estar vinculadas a instituições reconhecidas, como universidades, centros de pesquisa e entidades com atuação institucional na área eleitoral.
Ao todo, oito organizações tiveram seus pedidos aprovados para acompanhar o processo eleitoral brasileiro.
Entre elas estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia e a Liga dos Estados Árabes.
Também foram autorizadas a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).
A lista inclui ainda a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE) e o The Carter Center, organização ligada ao ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter.
As entidades autorizadas poderão acompanhar diferentes etapas do processo eleitoral brasileiro de 2026, dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
