O jurista Ives Gandra Martins declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (23), em uma publicação nas redes sociais, acompanhada de um vídeo em que ele explica os motivos da escolha.
Na publicação, Ives Gandra afirmou que optou pelo chamado “voto útil” diante da possibilidade, segundo sua avaliação, de a disputa presidencial ficar concentrada entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Decidi, apesar da amizade e admiração que tenho por três candidatos, Ronaldo Caiado, Zema e Augusto Cury, infelizmente”, escreveu o jurista ao anunciar sua decisão de votar em Flávio.
Ives Gandra afirmou ainda que havia conversado anteriormente com Romeu Zema e informado que definiria seu voto na reta final da campanha, considerando quais candidatos teriam condições de enfrentar Lula na disputa.
No vídeo publicado junto com a declaração, o jurista também fez críticas ao governo federal e afirmou considerar elevado o endividamento do país. Segundo ele, o Brasil não suportaria mais quatro anos da atual gestão.
A declaração ocorre em um momento de intensificação das estratégias de campanha pelo chamado voto útil. Pesquisa Datafolha divulgada em 17 de setembro apontou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 36%. Já a Quaest, divulgada em 21 de setembro, registrou 37% para Lula e 33% para Flávio.
A manifestação de Ives Gandra representa uma declaração pessoal de apoio a Flávio Bolsonaro. A avaliação sobre a competitividade dos demais candidatos citados na publicação é do próprio jurista.
