A Força Espacial dos Estados Unidos utilizou uma arma de guerra eletrônica durante as operações militares contra o Irã, segundo informações publicadas pelo R7 em 20 de setembro. O equipamento, cuja identidade não foi divulgada, teria sido empregado para produzir efeitos não cinéticos contra um alvo considerado prioritário durante a chamada Operação Epic Fury.
A informação foi revelada pelo general Douglas Schiess, chefe de Operações Espaciais dos Estados Unidos. De acordo com o militar, uma integrante do 42º Destacamento de Guerra Eletrônica, identificada apenas como Gray, recebeu informações sobre um alvo e precisou adaptar o sistema utilizado para cumprir a missão.
A Força Espacial não informou qual armamento foi empregado, nem revelou o alvo atingido ou os efeitos provocados pela operação.
Sistemas de guerra eletrônica podem atuar sobre o espectro eletromagnético para interromper, degradar ou impedir o funcionamento de equipamentos como radares e sistemas de comunicação utilizados por forças militares.
Guerra eletrônica contra defesas iranianas
Segundo autoridades norte-americanas, uma das funções desempenhadas pela guerra eletrônica durante o conflito foi dificultar o funcionamento das defesas aéreas iranianas, contribuindo para a atuação das aeronaves de ataque dos Estados Unidos.
Unidades da Força Espacial também participaram da identificação de alvos, incluindo equipamentos iranianos utilizados para interferir em sinais.
A operação descrita por Schiess ocorreu enquanto a própria posição das forças americanas era alvo de ataques. Com as sirenes de alerta acionadas e mísseis inimigos direcionados à área, Gray permaneceu no comando do sistema até ser retirada do console pelo comandante para procurar abrigo.
Radares ajudaram a detectar mísseis
Além das operações de guerra eletrônica, a Força Espacial disponibilizou radares e sensores utilizados para detectar mísseis iranianos lançados contra bases norte-americanas.
Os alertas antecipados permitiram que os militares tivessem tempo para buscar proteção e também possibilitaram a preparação de sistemas de defesa, como Patriot e THAAD.
De acordo com Schiess, os recursos espaciais integravam o conjunto mínimo de capacidades considerado necessário para a execução da Operação Epic Fury. O general afirmou que, sem a participação da Força Espacial, as forças conjuntas dos Estados Unidos não teriam avançado com a campanha.
EUA ampliam atuação espacial
A revelação ocorre em um momento em que os Estados Unidos também passaram a divulgar informações sobre armamentos destinados a operações no espaço.
Schiess confirmou que integrantes da Força Espacial operam armas em órbita com a finalidade de proteger forças norte-americanas contra ataques apoiados por sistemas espaciais.
