A quebra do sigilo das investigações sobre o Banco Master, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (10), revelou novos detalhes sobre as relações do banqueiro Daniel Vorcaro e sua rede de influência.
Um dos documentos liberados mostra que Vorcaro suspeitou estar sendo monitorado pela Polícia Federal (PF) após notar um veículo escuro parado em frente à sua residência, em 19 de novembro de 2024.
Segundo os registros, o banqueiro fotografou a placa de um Citroën e enviou as imagens ao operador Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, pedindo que os dados fossem levantados com urgência.
Mourão encaminhou uma captura de tela de uma consulta realizada no sistema do Ministério da Justiça, que não havia identificado informações sobre o veículo. Vorcaro questionou se a placa poderia ser falsa.
“Que loucura. Placa falsa?”, perguntou o banqueiro. Mourão respondeu: “Sim. Estão olhando de onde é essa placa”.
De acordo com os documentos, a placa estava vinculada a um veículo oficial da PF.
Mourão então acionou o grupo “A Turma”, integrado pelo policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, para consultar sistemas de segurança pública, como Sinesp e Infoseg.
Dois dias depois, em 21 de novembro, Mourão encaminhou a Vorcaro dois áudios enviados por Marilson. Nos registros, o policial aposentado relata que a consulta sobre a placa estava sendo realizada.
Em um dos áudios, Marilson sugeriu ainda verificar com São Paulo a possibilidade de disponibilizar um contato para acompanhar Vorcaro em Brasília.
“Ele é uma pessoa já treinada nesse sentido aí”, afirmou.
Com informações de Band.
