O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo da decisão que autorizou uma operação da Polícia Federal para investigar a destinação de emendas parlamentares relacionadas ao filme Dark Horse, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Um dos alvos da operação é o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que também atua como produtor executivo do filme. A empresária Karina Gama, dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e produtora da obra, também foi alvo de busca e apreensão.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, Frias destinou R$ 1 milhão em emenda parlamentar ao ICB para a execução de um programa de empreendedorismo no interior de São Paulo. O projeto, porém, não teria sido realizado.
Ao todo, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao ICB e à Academia Nacional de Cultura (ANC), organizações envolvidas na produção de Dark Horse. A assessoria de Mario Frias e Karina Gama foi procurada, mas não havia respondido até a publicação das informações.
Na decisão, Dino também determinou medidas cautelares contra os investigados. Mario Frias e Karina Gama foram proibidos de deixar o país e de manter contato entre si.
Segundo o ministro, os elementos reunidos na investigação indicariam risco de “alinhamento de versões, combinação de depoimentos, ocultação ou destruição de provas e interferência na colheita dos elementos probatórios ainda pendentes de arrecadação”.
Esse é um dos inquéritos que apuram os repasses destinados ao filme. Outro processo, sob relatoria do ministro André Mendonça, investiga depósitos feitos pelo Banco Master relacionados à produção, supostamente a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Com informações de Notícias Uol.
